No carro, reinou um silêncio mortal por um bom tempo.
Douglas virou a cabeça para olhá-la, dizendo:
- Porque você é burra, tem problemas mentais e é cega.
- Eu realmente... - Natália riu com raiva. - Por que perder tempo conversando com um retardado?
Ela se virou para abrir a porta do carro, mas Douglas a agarrou, seu rosto bonito ficou muito sério.
Lá fora, Pedro, vendo que não vinha respostas de dentro do carro, começou a bater na janela com mais urgência, perguntando:
- Tally, aconteceu alguma coisa?
- “Táli”? - O olhar do homem estava frio. – Já está te chamando tão intimamente? Mal pode esperar para trair antes mesmo do divórcio? Você realmente diminuiu seu padrão, escolhendo um tipinho desse, não é mesmo?
A última frase, Douglas quase rangeu os dentes de raiva.
Natália não se importava em explicar o mal-entendido causado pelo nome, afinal, não importava.
- Sim, meu padrão ao escolher homens sempre foi baixo, não é? Afinal, eu casei com você. Eu e Pedro somos apenas cole... Amigos. Você é o sujo aqui, não pense que todo mundo é como você.
Ela podia provocá-lo, mas não arrastaria pessoas inocentes para a confusão.
Não disse que eram colegas de trabalho para evitar uma discussão infinita com Douglas, e também porque os assuntos que eles deveriam estar discutindo no momento não eram esses, certo?
- Quando você estiver livre, vamos ao cartório e finalizamos o procedimento de divórcio.
Ao ouvir ela mencionar o divórcio novamente, Douglas sentiu espasmo na sobrancelha.
Natália não se importou com a expressão dele e continuou:
- Se for por causa do contrato que ainda não expirou, posso te compensar pela quebra de contrato.
Não se sabia qual frase havia irritado Douglas, mas seus olhos quase cuspiam fogo.
- Seu amante sabe que você é uma mulher casada? Qual seria a reação dele se te visse fazendo isso comigo dentro do carro?
Natália praguejou mentalmente: “Droga, será que ele estava ouvindo o que eu estava dizendo?”
Mas ao notar a profunda compreensão nos olhos do homem, o coração de Natália tremeu!
No instante seguinte, Douglas mostrou com ação que não estava brincando.
Ele segurou sua cintura delicada e a puxou para perto, abaixou a cabeça e a beijou...
Havia um console entre eles, mas isso não impediu as ações do homem.
Uma mão dele encontrou o botão do assento abaixo e a outra segurou a cintura de Natália, o assento foi reclinado e ela foi pressionada sob ele.
Era a primeira vez que Natália via Douglas fora de controle dessa forma. Contorcendo o corpo, ela disse:
- Me solte!
Com seus esforços, o carro balançou e, de repente, o som das batidas na janela parou.
Essa cena...
Era difícil não pensar naquilo!
Natália imediatamente parou de se mexer, encarando Douglas com olhos vermelhos, seus lábios estavam inchados pelo beijo, parecendo maltratada.
Quando ele viu ela assim, Douglas ficou mais calmo, ele levantou a mão e apertou as têmporas, dizendo:
- Mande ele embora, eu não vou te tocar.
No momento em que ele se afastou, Natália rapidamente arrumou suas roupas e cabelo bagunçados, e então abriu a porta do carro e desceu, fechando a porta atrás de si com força!
Douglas franziu o cenho.
Fora do carro, Pedro viu a porta se abrir e deu um passo para trás rapidamente, dando espaço a ela.
- Tally, essa pessoa dentro do carro está te incomodando? - Ele perguntou.
No momento em que a porta se fechou, ele viu o homem dentro do carro, com os olhos claramente brilhantes, como um poço profundo e misterioso.
E a roupa que o homem usava, Pedro já tinha visto em uma revista, custava pelo menos sete dígitos.
E esse carro...
Não importava como se olhasse, esse tipo de pessoa definitivamente não poderia ser um motorista de Uber.
Natália adivinhou as suspeitas internas de Pedro e apenas balançou a cabeça, negando:
- Está tudo bem, obrigada. Vá comer, eu vou embora primeiro.
- Estúdio Azaleia?
- É um estúdio especializado em restauração de artefatos históricos, muito famoso nesse ramo. Eles lidam com peças de alto nível de dificuldade. Apenas os melhores talentos conseguem trabalhar lá, pessoas de renome.
Douglas franziu a testa, pois nunca tinha visto Natália se envolver com esse tipo de coisa, mas lembrava que ela havia se formado em uma faculdade de arte.
- Ela também faz restauração de artefatos?
- Oh, não. A Srta. Natália está trabalhando lá... Como faxineira.
Leandro foi pessoalmente verificar e viu Natália varrendo o chão. Para ter certeza de que não estava enganado, ele até mesmo perguntou a alguém, confirmando que ela estava realmente trabalhando como faxineira.
- Faxineira? - Douglas riu ironicamente e jogou no ar a carta do advogado que estava em suas mãos. - Essa madame mimada, que nunca colocou as mãos na massa, agora está se aventurando a experimentar a vida. Deveria ter parado de mimar tanto ela nos últimos dois anos, assim ela teria que se preocupar em correr atrás do sustento o tempo todo e não teria tédio de sobra para trabalhar.
Leandro ficou em silêncio.
Na verdade, ele sentia que a Srta. Natália estava sofrendo nos últimos dois anos. Como esposa do presidente do Grupo Rocha, ninguém sabia de sua existência e ela tinha que fazer o trabalho de servir chá, despejar água da limpeza e lidar com outras tarefas insignificantes. Até mesmo a comida por delivery que ela pedia era sempre jogada no lixo.
Se fosse outra pessoa, provavelmente teria jogado a embalagem de comida na testa do Presidente Rocha há muito tempo!
- Saia daqui. - Douglas dispensou Leandro e ligou para Natália...
Naquele momento, Natália estava envolvida em um delicado trabalho de restauração e quase cometeu um erro ao ouvir o som de vibração do celular.
Já de mau humor e ao ver o nome piscando na tela, seu humor ficou ainda pior.
Ela sabia por que Douglas estava ligando, pois ele provavelmente tinha recebido a carta do advogado nesse momento.
Ao atender a ligação, antes que pudesse dizer alguma coisa, a voz sarcástica do homem soou primeiro:
- Natália, você sabe quanto custa um imóvel na Cidade K atualmente?
- O quê?
- Sua renda de faxineira mal dá para pagar o aluguel, não é mesmo? - Sentindo que já tinha atingido o suficiente, Douglas suavizou um pouco o tom de voz. - Fazer birra é normal entre marido e mulher, mas quando a birra passa dos limites, perde a graça. Não tenho tempo para brincar de divórcio e reconciliação com você. Volte para casa esta noite, não vou levar em conta a birra que você tem feito ultimamente.
Natália não prestou muita atenção nas palavras dele, nem se preocupou em entender o que ele queria dizer com “faxineira”. Ela só o ouviu a insultando, falando sobre sua baixa renda, incapaz de pagar o aluguel e a chamando de birrenta!
- Douglas, você tem merda na cabeça? Mesmo que meu salário seja baixo, mesmo que eu tenha que dormir debaixo de uma ponte e comer pão seco, nunca vou voltar para lá. Ou vamos resolver isso de uma vez por todas ou nos encontramos no tribunal!
Ela desligou na cara dele e adicionou o número dele à lista de bloqueio.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Presidente Rocha, a Sra. Rocha saiu para mais um encontro
O livro não está finalizado... Autora largou de mão né? Sem pé nem cabeça... Enrolou tanto que no final ficou perdida. Dinheiro jogado fora...
péssimo meio de leitura. o livro é bom, mas as plataformas são complexas e ficam colocando tarefas.. vc quer relaxar e fazer uma leitura leve mas acaba demandando muito esforço e fica extressante...
muito boa...