Grupo Rocha.
Dalia saiu do elevador, carregando sua bolsa e caminhando com um rebolado exagerado. Antes que ela pudesse chegar à porta do escritório de Douglas, Leandro a interceptou:
- Srta. Dalia, vou levá-la para a sala de recepção.
Ela respondeu, claramente descontente:
- Há convidados no escritório do Presidente Douglas?
Ela já tinha visitado a família Rocha várias vezes. Exceto pela primeira vez com seu pai, ela nunca entrou no escritório de Douglas, sendo sempre conduzida à sala de recepção.
Aquele espaço semiaberto, com paredes inteiras de vidro transparente, sem um pingo de privacidade, onde tudo o que faziam era claramente visível, não era propício para criar uma atmosfera íntima.
Leandro respondeu:
- Não, mas quando o Presidente Douglas tem reuniões com mulheres, geralmente é na sala de recepção. Sempre foi assim, por favor, entenda, Srta. Dalia.
- Você disse "geralmente", então há exceções. Se elas podem ser exceções, por que eu não posso ser? Assistente Leandro, você está me discriminando?
"Principalmente porque cada vez que você olha para o Presidente Douglas, parece que quer devorá-lo."
Leandro não disse isso.
- Srta. Dalia, você entendeu errado. A exceção é a Sra. Rocha, esposa do Presidente Douglas.
O olhar de Dalia se tornou frio.
"Natália, Natália, ela está em todo lugar."
Depois de levá-la à sala de recepção, Leandro se retirou. Douglas não a fez esperar muito. Após discutirem assuntos de trabalho, Dalia, apoiando o queixo na mão, perguntou:
- Presidente Douglas, você gosta tanto da Tally por causa do rosto dela?
Apesar de já estarem divorciados, cada vez que Douglas mencionava Natália, ele se referia a ela como "minha esposa". Não apenas ele, mas também seus subordinados.
Douglas ergueu a cabeça, olhando para o rosto de Dalia.
Os olhos dela eram claros e curiosos, parecendo muito inocente.
Se fosse apenas por essa aparência, ela definitivamente não pareceria malvada.
Dalia continuou:
- Tally é tão bonita, qualquer homem gostaria dela.
Douglas cruzou as pernas e se recostou no sofá, acendendo um cigarro.
- Eu gosto dela, não é porque ela é bonita.
Ele realmente não estava mentindo.
Quando viu Natália pela primeira vez, ela acabava de brigar com Ivone e levou um tapa de Rodrigo. Seu rosto estava inchado como um porco, o cabelo estava bagunçado, o rosto coberto de poeira, as roupas sujas e desfiguradas, como se tivesse rolado na lama. Era impossível dizer se ela era bonita.
Quando ela foi ver Isaac, foi barrada pelos seguranças. Foi ele quem levou Natália para dentro.
Natália não conhecia ele naquele tempo, mas ao ouvir ele dizer que a levaria para encontrar Isaac, ela subiu em seu carro sem qualquer desconfiança.
A garota que em um segundo antes discutia ferozmente com o segurança, ao entrar no carro, se tornou vulnerável, se sentando cuidadosamente junto à porta, com lágrimas correndo incessantemente pelo rosto, parecendo ao mesmo tempo triste e cômica.
Se lembrando do passado, Douglas sorriu com uma certa resignação. Se ela tivesse se encontrado com alguém mal-intencionado, já teria se acabado.
- Eu gosto dela, porque ela é Natália Garcia...
No segundo seguinte, ele apagou a ponta acesa do cigarro em um enfeite de boneco metálico, exatamente no rosto da figura, que ficou enegrecido pela queimadura.
- Mas se alguém ousar estragar o rosto dela, farei o mesmo com o rosto dessa pessoa.
Após breves segundos de silêncio, Dalia falou, esfregando os braços com medo:
- Não há testemunhas, nenhuma câmera, o local é uma ladeira com marcas de escorregão, e o rosto dela bateu justamente numa pedra saliente. Tudo indica que foi um acidente, e além disso, ela estava bêbada naquela noite e não se lembra dos detalhes.
- E então?
- Ela só pode se consolar achando que teve azar.
Natália perguntou:
- Por que você está me dizendo tudo isso?
Douglas olhou para ela seriamente e disse:
- Dalia me perguntou hoje se eu gosto do seu rosto.
Natália ficou assustada e tocou o próprio rosto por reflexo.
- Você realmente atrai mulheres malvadas e extremas. Por favor, fique longe de mim. - Natália não pôde evitar comentar, pensando nas cicatrizes no rosto daquela mulher.
Embora parecesse um acidente, e a vítima também dissesse que foi, Dalia sempre teve "acidentes" assim ao seu redor, e as vítimas sempre eram mulheres mais bonitas e competentes que ela. Mas quando acontecia muitas vezes, deixava de ser acidente.
Era apenas porque essas pessoas não tinham o poder da família León e foram forçadas a se conformar.
Douglas sorriu resignado:
- Quando você foi sequestrada na Cidade A, também foi minha culpa? Será que Dalia veio para Cidade K com o objetivo de te pegar?
Natália ficou em silêncio.
"Será que o verdadeiro mentor, vendo que aquelas fotos não fizeram Douglas se desgostar dela, decidiu usar Dalia para seduzi-lo? A família León é realmente maligna. Dalia ainda é tão jovem, mas já é tão cruel. Isso mostra que seus pais também não são boas pessoas."
Douglas se inclinou para perto do ouvido dela.
- Venha morar comigo. - A voz do homem era baixa e rouca, facilmente provocando imagens sensuais e românticas...

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Presidente Rocha, a Sra. Rocha saiu para mais um encontro
O livro não está finalizado... Autora largou de mão né? Sem pé nem cabeça... Enrolou tanto que no final ficou perdida. Dinheiro jogado fora...
péssimo meio de leitura. o livro é bom, mas as plataformas são complexas e ficam colocando tarefas.. vc quer relaxar e fazer uma leitura leve mas acaba demandando muito esforço e fica extressante...
muito boa...