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Presidente Rocha, a Sra. Rocha saiu para mais um encontro romance Capítulo 338

O espaço era apertado e Natália era abraçada por Douglas, sentindo suas roupas úmidas ao toque, e o ar estava impregnado com o cheiro da chuva torrencial. Embora nada tivesse acontecido entre eles, uma tensão carregada de insinuações flutuava no ar, fazendo a temperatura no carro subir cada vez mais. Douglas afrouxou um pouco o abraço em volta da cintura de Natália, inclinou a cabeça e se aproximou para beijar seus lábios. Natália levantou a mão, a colocando entre eles, e o beijo de Douglas pousou na palma da sua mão. Ela virou a cabeça, indicando algo fora do carro.

- A chuva parou. - Disse ela.

Douglas ficou em silêncio.

- Em casa, tem alguém gravemente ferido. Você brigou com ele antes de sair. Não teme que ele possa morrer até amanhã de manhã?

Era claramente uma desculpa e bastante fraca. Havia guarda-costas em casa e um médico da família poderia cuidar dele. Mesmo que a condição dele piorasse, poderiam o levar ao hospital a tempo. Certamente não o deixariam morrer.

Douglas a encarou, parecendo ter algo a dizer, mas se conteve. Seu rosto estava mais sombrio do que o usual. Depois de um tempo, ele falou:

- Tudo bem.

O caminho todo foi silencioso. O carro parou na entrada da mansão e Natália saiu, mas Douglas permaneceu sentado, baixou a cabeça e acendeu um cigarro. A fumaça escapou de seus lábios, embaçando seus traços agudos e criando uma aura de distância e desapego em seus olhos semicerrados.

Natália, parada do lado de fora, apoiada na porta do carro, perguntou com curiosidade:

- Você não vai sair?

- Táli... - Douglas hesitou, soltando uma baforada de fumaça. - Entre primeiro, vou fumar um cigarro e logo entro.

Natália assentiu e entrou.

Douglas discou para Lourenço. O telefone tocou apenas uma vez antes de ser atendido, provavelmente porque Lourenço estava no celular.

- Algum problema?

- Por que uma mulher resistiria tanto a fazer amor com você?

- Ela não te ama. - Respondeu Lourenço, sem rodeios ou consideração pelos sentimentos dele.

Douglas sentiu um aperto no peito, lutando para recuperar o fôlego.

- Mas ela concordou em ser sua namorada.

- Suas habilidades na cama são ruins.

Douglas respirou fundo, incapaz de se conter:

- Melhor você ficar quieto.

Ele sabia que não deveria ter perguntado a Lourenço, que nem sequer conseguia conquistar a mulher que amava. Como poderia o ajudar a conquistar outra?

Lourenço realmente ficou em silêncio, o som do vento passava pelo fone, fazendo Douglas franzir a testa.

- O que você está fazendo?

- Estou jogando. - Lourenço levantou a cabeça, olhou para a janela escura do segundo andar da mansão e rangeu os dentes. - Você está livre? Vamos beber algo, você também deve estar se sentindo sozinho morando no Jardim Gardênia.

Douglas desligou o telefone imediatamente.

Lourenço ouviu o som da ligação sendo encerrada no fone e soltou alguns palavrões. Depois, olhou novamente para a porta fechada da mansão, irritado a ponto de querer escalar a parede externa e voltar ao seu quarto para morder Isabel até a morte.

Ele levantou o braço e cheirou o leve aroma de um perfume que não era seu.

Naquela vez, no clube, uma mulher se jogou em seus braços e ele apenas a segurou por um momento, mas não tinha nenhum relacionamento com ela.

Uma chamada de vídeo chegou e Lourenço, sem palavras, atendeu, dizendo:

- Você está louco? Não pode falar por telefone, tem que fazer uma chamada de vídeo? Está faltando crédito no seu celular?

Na tela apareceu uma mão esbelta e bem definida, bonita, mas claramente de um homem, a mão de Douglas.

Após um silêncio, Lourenço falou:

- Preciso chamar aquele psicólogo para você de novo? Você está tão reprimido que está afetando sua mente?

Douglas não respondeu, apenas moveu a mão sob a luz.

Lourenço apertou os olhos, desviando o olhar da tela. Quase foi cegado pelo brilho intenso refletido pelo anel de metal no dedo anelar de Douglas. Ele não viu o design, mas sabia que um anel naquele dedo só poderia ser uma aliança.

- Você e Natália se reconciliaram?

- Foi você que adivinhou, eu não disse nada.

Depois de digitar, ele olhou e apagou.

E se Natália responder "não gosto" e quiser terminar com ele? Se eles terminassem, não seria doloroso?

Isso não seria bom para o futuro.

"Você não gosta de fazer sexo?"

Mas ela parece gostar de sexo, ela sempre reclamava que Douglas era impotente.

Digitar, apaguar...

Ele fez isso várias vezes.

Finalmente, Douglas enviou uma mensagem perguntando: "Minha técnica sexual é realmente ruim?"

Lourenço certamente estava mentindo, sexo era assim, o que tem a ver com técnica? Será que ainda podia ter algo novo?

Quando Natália recebeu essa mensagem, estava bebendo água, se engasgou e sem controle, espirrou toda a água na tela do celular.

Ela correu até a janela, abriu a cortina e olhou para o estacionamento lá embaixo.

No carro.

Douglas olhou para cima, seu olhar encontrando o dela através do para-brisa.

Alguns segundos depois, o telefone de Natália tocou, era uma videochamada de Douglas.

Com o rosto ardendo como se pudesse fritar um bife, ela desligou a videochamada e ligou para ele.

- Douglas, o que você está fazendo agora?

A voz rouca do homem chegou aos seus ouvidos:

- Táli, você ainda não respondeu à minha pergunta.

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