O ambiente silenciou brevemente, e todos os olhares se voltaram para Natália, que estava com a cabeça baixa, concentrada em sua refeição. Alguns ainda observavam Douglas, mas, ao ver que ele também estava olhando para Natália, seguiram seu olhar.
- Estou acabada, minha identidade será revelada.
Sob o olhar curioso de todos, Natália, constrangida, disse:
- Desculpem pelo incômodo.
Douglas baixou os olhos e esboçou um leve sorriso nos lábios, um brilho sutil passando por seus olhos.
Agora, aqueles que temiam seu comportamento embriagado hesitavam ainda mais em a oferecer bebida. No entanto, Natália já havia bebido bastante antes e, com o passar do tempo, a embriaguez se intensificava. Apoiando o queixo na mão, com olhar distante, bochechas coradas e lábios avermelhados, Natália, que já era extremamente bela, se tornava ainda mais deslumbrante em seu estado semiconsciente.
Percebendo os olhares que ocasionalmente se voltavam para ela, Douglas escureceu o olhar, grato por ter vindo. Caso contrário, não sabia quanto mais ela beberia.
- Desculpem, senhores, minha esposa bebeu demais. Vamos nos retirar, aproveitem a refeição. - Ele se levantou, contornando as pessoas para ajudar Natália a se levantar da cadeira e a envolveu pela cintura, a segurando junto a si. - Lamento ter estragado a noite de vocês, essa refeição fica por nossa conta. Garçom, traga mais algumas garrafas de vinho.
Os demais, claro, não ousaram discordar.
Depois de pagar a conta, Douglas ajudou Natália a entrar no carro e se inclinou para afivelar seu cinto de segurança. Ao sair pela metade do lado do passageiro, seus olhos encontraram os de Natália, úmidos e brilhantes, como se ela estivesse olhando para ele, mas também distante, com uma expressão adoravelmente lenta.
Ele engoliu em seco.
- Natália...
Natália, claro, não o deu atenção.
No espaço apertado do carro, sob a luz tênue, a proximidade dos dois misturava suas respirações, carregadas com o aroma doce e suave do álcool, dificultando distinguir a quem pertencia.
Douglas levantou a mão para acariciar seu rosto, a beijando suavemente nos lábios, com um toque leve, logo retirando o beijo.
Alguns segundos depois, Natália pareceu perceber o que acabara de acontecer. Ela franziu a testa levemente e virou a cabeça para o lado.
Douglas achou o gesto encantador. Se estivesse sóbria, ela jamais teria feito algo assim. Ele não resistiu e a beijou novamente, desta vez sem a mesma delicadeza, não parando imediatamente, mas forçando a entrada entre seus lábios, a invadindo com ousadia.
Natália, instintivamente, prendeu a respiração enquanto os lábios suaves do homem deslizavam entre os seus, em um emaranhado ousado. Após algum tempo, ela percebeu que estava ficando sem ar, sentindo uma dor opressiva no peito e tontura por falta de oxigênio. Já estava tonta, mas agora ainda mais. Se não fosse pelo cinto de segurança, teria deslizado para fora.
Ela bateu em Douglas, o homem que impedia sua respiração, e depois, com um empurrão do pé em sua perna, tentou o afastar.
- Sai, não me toque. - Murmurou confusamente. - Eu sou casada, meu marido é muito perigoso, se você me tocar, ele te mata.
Douglas sentiu uma alegria secreta.
Ele, de repente, ficou tão alegre como um cachorrinho girando e mordendo o próprio rabo, se enrolando em um círculo. Nem se lembrava que tinha aproveitado a situação antes de ela o empurrar.
Ele respirou fundo, tentando controlar suas emoções, e perguntou com uma aparência de calma:
- E quem é seu marido?
Douglas, apesar de aparentar normalidade, estava incrivelmente nervoso. Natália, em duas ocasiões em que estava desorientada, havia chamado o nome de outro homem. Embora soubesse que ela não gostava mais de Isaac, se ela tivesse desenvolvido um reflexo condicionado, isso seria um problema para ele.
Natália não respondeu. Seus olhos estavam fechados, e sua cabeça pendia, como se estivesse dormindo.
Douglas beliscou seu rosto e o sacudiu levemente.
- Táli...
- Você é tão irritante... - Ela murmurou, sonolenta.
Natália estava exausta, mas ele continuava falando em seu ouvido. Ela o empurrou e acenou as mãos para o manter afastado. Sem controle, sua mão acertou seu queixo.
Ela não tinha força, então o golpe não doeu muito.
Risos abafados vieram de perto.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Presidente Rocha, a Sra. Rocha saiu para mais um encontro
O livro não está finalizado... Autora largou de mão né? Sem pé nem cabeça... Enrolou tanto que no final ficou perdida. Dinheiro jogado fora...
péssimo meio de leitura. o livro é bom, mas as plataformas são complexas e ficam colocando tarefas.. vc quer relaxar e fazer uma leitura leve mas acaba demandando muito esforço e fica extressante...
muito boa...