Assim que entrou no escritório de Erik, Lourenço franziu a testa, olhando com desdém para o estilo de decoração do lugar.
- Que gosto é esse?
Antes de Erik se tornar o presidente do Grupo Reyes, sempre foi Braulio Reyes quem ocupou essa posição, e o escritório era dele. Em termos de estilo de decoração, inevitavelmente tendia a ser um pouco mais sóbrio.
- Ouvi dizer que o Sr. Lourenço veio me trazer dinheiro?
O tom de voz era muito estranho, com um sotaque de outra região, Lourenço estreitou os olhos e examinou cuidadosamente o rosto de Erik.
Ele e Douglas cresceram juntos, as famílias viviam perto e frequentemente compartilhavam refeições e estadias. A familiaridade com esse rosto poderia ser dita até mais profunda do que a de sua esposa Natália, e ele também conhecia muito bem a situação da família Rocha.
Douglas era filho único, sem irmãos ou irmãs. Além disso, para ter traços faciais tão parecidos, provavelmente teriam que ser gêmeos idênticos.
Lourenço disse:
- Braulio te pescou do mar?
Braulio adorava pescar no mar e ia pelo menos uma vez por semana. Antes, quando o Grupo Reyes estava à beira da falência, venderam casas e carros para pagar dívidas, mas não se desfizeram do equipamento de pesca, mesmo tendo que casar a filha com um homem da idade dele em troca de financiamento. No entanto, diziam que era de vontade própria da filha, e como ela nunca fez escândalo e sempre parecia amorosa com o marido em eventos públicos, pessoas desinformadas achavam que era amor verdadeiro.
Lourenço sabia a verdade porque a mulher foi encomendar um vestido de noiva com Isabel e ele estava no escritório dela na hora, ouvindo a mulher se lamentar para Isabel. Talvez por não aguentar mais guardar aquilo para si, ou por querer alguém para a confortat, ela desabafou todas as suas frustrações e angústias.
Mas ela estava destinada a se decepcionar, pois Isabel, com sua frieza, não era o tipo de pessoa que ofereceria consolo.
Ao pensar em Isabel, Lourenço não pôde evitar um sorriso. Naquela ocasião, ela ouviu calmamente uma mulher chorar por cinco minutos, para depois dizer impiedosamente: "Se não quer casar, pode romper com sua família e sobreviver por conta própria. Se não consegue abrir mão da riqueza que a família traz, mas quer controlar tudo, então tire seu pai do poder e assuma você mesma. Se não puder fazer nada disso, por favor, não profane meu vestido de noiva. Eu digo a todos que ele é um símbolo de felicidade. Ao vestir ele, você se torna uma princesa mimada pelo seu marido."
A mulher ficou furiosa no ato: "Quantos casamentos hoje em dia são por amor verdadeiro?"
Ela pensou que Isabel iria a rebatar, mas a resposta foi: "Você pode fingir, e eu posso ignorar, mas ao dizer isso, está insultando meu vestido de noiva."
Lourenço recolheu seus pensamentos e olhou para Erik, sentado à sua frente.
- Talvez você devesse se concentrar no trabalho no Grupo Reyes e, de quebra, incorporar o Grupo Rocha, colocando o logotipo do Grupo Reyes.
Erik franziu a testa ao ouvir isso.
- Sr. Lourenço, se você veio para discutir uma parceria, eu recebo de braços abertos. Mas se veio insultar meu pai, então não me culpe por não mostrar respeito e te forçar a sair.
Lourenço olhou para ele, a expressão de raiva fria de Erik não parecia fingida. Justo quando o assistente entrou para servir café, a conversa foi interrompida.
- Eu sei que me pareço demais com o ex-presidente do Grupo Rocha, e você e o Presidente Douglas são amigos desde a infância, Sr. Lourenço. Entendo que possa estar emocionado e ter perdido a compostura, e isso eu posso compreender. Mas eu sou Erik, Sr. Lourenço, pode verificar...
Lourenço não se conteve e revirou os olhos para ele.
"Por que eu estaria emocionado?"
"Sr. Lourenço", esse tratamento soando estranho vindo de Erik.
Ele ainda não tinha certeza se Erik era Douglas ou não. Afinal, o mundo eraa vasto, quem saberia se não existiam duas pessoas com rostos idênticos?
- Presidente Erik, segurança, vou chamar a segurança... - Ele disse antes de sair correndo.
Lourenço soltou Erik, que estava pressionado contra a mesa, com uma expressão de desprezo.
- Você é tão fraco, definitivamente é uma farsa. - Ele sacudiu a poeira da roupa. - Desculpa, não esperava que você fosse tão frágil, peguei pesado. Acho que o Presidente Erik também não está no clima para negócios hoje, vamos marcar outra hora para falar sobre o financiamento.
Quando ele saiu, a porta da sala de descanso se abriu e Tadeo, com a perna engessada, saiu mancando do quarto.
- Irmão, esse Sr. Lourenço é louco? Chegou já brigando.
Ele olhou para a marca vermelha no rosto de Erik.
- Eu te disse, a família Rocha e aqueles que se dão bem com eles não são pessoas boas, são todos arrogantes que abusam dos outros por causa de seu poder. Agora você acredita, né?
Ele tentou tocar no rosto de Erik, mas com o gesso em sua mão, era difícil se mover.
Ele ainda não podia receber alta, mas estava tão entediado no hospital que pediu para ser levado ao Grupo Reyes.
Erik tocou a bochecha e segurou a barriga, como se tivesse sido machucado.
- Irmão. - Tadeo olhou para ele, cauteloso. - Com tantas pessoas te confundindo com Douglas, às vezes você sente que realmente é ele?
Erik se virou para o olhar, com olhos escuros e profundos que causavam arrepios, mas Tadeo não demonstrou nenhum sinal de medo, mantendo o olhar firme e tranquilo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Presidente Rocha, a Sra. Rocha saiu para mais um encontro
O livro não está finalizado... Autora largou de mão né? Sem pé nem cabeça... Enrolou tanto que no final ficou perdida. Dinheiro jogado fora...
péssimo meio de leitura. o livro é bom, mas as plataformas são complexas e ficam colocando tarefas.. vc quer relaxar e fazer uma leitura leve mas acaba demandando muito esforço e fica extressante...
muito boa...