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Presidente Rocha, a Sra. Rocha saiu para mais um encontro romance Capítulo 50

À noite, quando Natália recebeu a ligação de Douglas, ela já tinha feito sua higiene noturna e estava pronta para dormir.

Ela tinha passado várias noites em claro seguidas, e finalmente nesta noite teria a chance de dormir cedo. Contudo, essa ligação perturbadora acabou com seus planos, e sua voz denotava claramente sua irritação.

- O que você quer a essa hora da noite?

- Abra a porta.

O homem soltou essa frase e desligou o telefone antes que Natália pudesse dizer "Você está louco?", que ficou presa em sua garganta.

"Quem te dá o direito de me incomodar?"

Natália jogou o celular de lado e se deitou para dormir, não sabendo se Douglas tinha decifrado seus pensamentos ou simplesmente perdido a paciência, mas assim que ela fechou os olhos, ouviu um estrondo vindo da porta de segurança!

Um som de porta se abrindo vinha do apartamento ao lado.

A vizinha era uma senhora de idade que Natália tinha visto algumas vezes e que não parecia muito amigável.

Como esperado, a senhora abriu a porta já despejando uma torrente de imprecações:

- Por que você está batendo a essa hora da noite? Não vai deixar as pessoas dormirem? Um homem adulto como você, não tem nenhum senso de decência?!

As paredes finas do prédio deixavam passar o som facilmente, e a voz estridente da velha senhora era claramente audível até no quarto mais afastado onde Natália estava.

Ela não ouviu Douglas responder. Talvez essa fosse a primeira vez que o privilegiado rapaz enfrentava tal situação, e ele ficou sem palavras?

A senhora continuou:

- Não ouse bater de novo, ou eu chamo a polícia por perturbação da paz!

A voz de Douglas era calma, mas extremamente convincente:

- Minha esposa está aqui, ela sofre de depressão grave, transtorno bipolar e até esquizofrenia. Quando ela tem uma crise, ou pensa em suicídio ou em homicídio. Hoje eu a irritei, e mesmo ligando para ela por meia hora, ela não atendeu...

Ele não continuou, mas a velha senhora imaginou uma série de cenas sangrentas, batendo na coxa:

- Então é uma louca, você deveria arrombar a porta para tirá-la de lá, ou eu mesma ligo para alguém vir. Se ela morrer aí dentro...

Ela não terminou a frase quando Natália abriu a porta, com o rosto tão sombrio quanto o fundo de uma panela.

- Entre.

Esse homem, Douglas, como ela poderia continuar morando ali com as etiquetas de suicida e homicida nas costas?

Ele entrou com um sorriso quase imperceptível nos lábios, sem um pingo de remorso por ter difamado alguém às suas costas.

Natália franzia a testa, impaciente, perguntou:

- O que você quer, afinal?

Na entrada, sem luzes acesas e valendo-se do brilho da sala, Douglas pousou o olhar nos dedos longos e bem-feitos da mulher.

- Não tem nada que você queira me contar por iniciativa própria?

- Eu preciso te contar alguma coisa? - Natália bocejou, seus olhos cobertos por uma camada de lágrimas, evidenciando o quanto estava cansada. - Fale o que tem pra falar, sem rodeios.

A cor dos olhos de Douglas esfriou, contendo a emoção ao lembrá-la:

- Na manhã seguinte ao banquete de aniversário.

Enquanto falava, ele estendeu a mão, sem considerar a vontade de Natália, segurou firme seus dedos, que eram longos e simétricos, bonitos. O polegar e o indicador tinham calos finos.

Natália não conseguiu puxar a mão de volta, franzindo a testa descontente, e tentou se lembrar. A manhã seguinte ao banquete de aniversário?

De repente, ela se deu conta, era sobre o cheque que Isaac lhe deu...

"Douglas sabia?"

Ao mesmo tempo, a dor sutil vinha dos dedos segurados pelo homem.

O coração de Natália apertou, e ela negou por instinto:

- Eu não peguei o dinheiro dele.

Capítulo 50 Douglas enlouquecido pela noite 1

Capítulo 50 Douglas enlouquecido pela noite 2

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