Tommáz Walker
Como pude deixar algo passar assim despercebido?
Espero que as meninas se afastem e digo ao Kevin que preciso de ajuda com a escolha da aliança, não tenho como fazer isso sem meu melhor amigo, ele sempre esteve ao meu lado e estará também no dia mais importante da minha vida.
O resto do nosso dia passou rápido, nos desvencilhamos de algumas reuniões que deixei para o dia seguinte, nesse momento estava apenas com a cabeça em uma tarefa e nada iria impedir que a concluísse. Pedi para a Suzane a indicação de algumas joalherias por perto.
Havia pedido um motorista para ficar à disposição de minha futura esposa e esperava pela escolha dos seguranças que estavam sendo selecionados para a nossa segurança. Talvez Kevin esteja certo, Jacques aceitou aquela nossa conversa fácil demais.
Isso estava me deixando preocupado, sinto como se ele estivesse esperando algum momento para poder atacar e para manter a minha Ella francesa em segurança, contratarei mil seguranças caso seja necessário, mas me nego deixá-la vulnerável para que aquele canalha a machuque.
Enquanto meus pensamentos se dirigem para a preocupação que estou tendo com a mulher por quem estou apaixonado, ouço a entrada de Kevin, que parecia eufórico com alguma coisa.
— Mamãe acabou de me ligar! — Ele diz com um sorriso enorme. — Aparentemente ela acabou de conhecer a Laura.
Começo a rir do drama que meu amigo vem fazendo com a possibilidade da tia Emma não aceitar a mulher que ele está se envolvendo, sei o quanto nossas mães podem ser paranoicas e pior ainda protetoras em relação aos filhos. Digo por minha mãe quando soube que Larissa estava namorando.
Recolho meus pertences enquanto meu amigo espera para terminar o que estou fazendo, podia ver nele um semblante um pouco mais tranquilo enquanto saímos do escritório em direção ao subsolo para pegar o meu carro. Entramos no carro para irmos até a joalheria, ainda pensando no que o Jacques poderia fazer contra a Amélie, porque não posso negar, ele realmente aceitou tudo muito fácil.
— O que está passando na sua cabeça, Tom, vejo preocupação em seu olhar. — Ouço meu primo falar.
Mantenho as mãos segurando firme no volante enquanto olho pelo retrovisor e percebo que havia alguns carros nos seguindo, por sorte entramos no estacionamento da joalheria, respirei aliviado quando notei que o carro passou direto por onde estávamos.
— Kevin, providencie os seguranças o mais rápido possível! — Digo enquanto ele olha na mesma direção.
— Será que ele teria coragem de tentar algo assim? — Começo a rir.
— Para alguém que perdeu a chance de conseguir o que queria? Não tenho dúvidas! — Digo saindo do carro.
Me sentindo seguro, saio do carro e caminho lado a lado do meu primo em direção à entrada da loja e somos recebidos por um segurança que abre a porta com um sorriso mas falso possível.
Uma das atendentes se aproxima sorrindo e nos indica as cadeiras vazias para nos sentar.
— Bom dia, Monsieur! O que os traz até a nossa loja? — A atendente nos recebe com atenção.
— Acabei de ficar noivo e desejo ver algumas peças de alianças! — Digo apontando para o mostruário que havia abaixo do vidro onde ela apoiava as mãos.
— Claro! — A atendente puxou algumas peças.
Passamos algumas horas ali sentados enquanto tentava escolher algo que se parecesse o suficiente com a minha mascarada, Kevin não perdeu a oportunidade de escolher algo para a sua dançarina grávida. Ele deixou claro que não pediria a mão de sua morena essa noite.
Logo depois que escolhi a peça que achei mais parecida com a minha mascarada, esperamos que elas se arrumassem para irmos buscá-la para ir jantar no Jules Vernes, com um pouquinho de influência consegui uma mesa para a nossa comemoração, espero que isso a faça feliz, mesmo tendo a certeza que não é o dinheiro que deixará a minha pequena francesa caindo de amores por mim.
Faltando uma hora para o nosso jantar fomos buscar nossas garotas no antigo apartamento onde Amélie morava e agora estava sendo a residência do meu amigo, sei que ele tentará persuadir a sua ruiva em se mudar para algum apartamento um pouco mais luxuoso.
Levo o Kevin de volta até a empresa para que ele pegasse o próprio carro, já que cada um queria um pouco de privacidade. Espero que ele saia com o carro para sair com o meu, já havia mandado mensagem para a minha princesa avisando que chegaremos a poucos minutos. Com o trânsito tranquilo, chegamos até onde as duas estavam e me surpreendo quando a vejo se aproximando do carro.
Estava em pé encostado na porta do passageiro quando olho para a minha pequena princesa bem trajada, na verdade, estava muito bem vestida para um simples jantar na torre mais famosa que existe.
— Você está linda! — Olho para cada detalhe que havia no vestido azul que ela escolheu.
A fenda entre as pernas estava me deixando desgostoso, não gosto de pensar que outro homem ficará de olho nas pernas da minha mulher, essa visão pertence apenas a mim e a ninguém mais.
— Vamos ou perderemos a nossa reserva. — A puxo pelo queixo e dou um beijo terno em seus lábios. — Um vadio que você gosta!
— Com toda certeza, querido. — A vejo arrumar os cabelos que saíram do lugar e o tecido do vestido.
Coloco nosso carro em movimento e acelero o carro para tentar alcançar o Kevin que ainda deveria estar na avenida dirigindo devagar. Não quero demonstrar para a Amélie que estou preocupado.
A equipe de segurança tem que está disponível o mais rápido possível, a sensação de que algo se aproxima está me preocupando, talvez seja apenas a aproximação do casamento no cartório que esteja me dando essa sensação de ansiedade pela aproximação, mas o frio na espinha sempre que penso na possibilidade de algo de errado me tira o fôlego.
Conduzo o nosso carro até o estacionamento próximo à Torre Eiffel, vejo o seu rosto brilhar com a aproximação do ponto turístico mais romântico que existe, saio do carro e dou a volta para abrir a porta do carro para a minha pequena francesa. Ofereço a mão para que ela saia e entre nosso toque existe uma corrente elétrica que mantêm nossos olhos conectados em um frenesi que é apenas nosso.
Algo que não consigo descrever, ver seu rosto ganhando uma cor tão linda com a nossa atmosfera sensual, envolvo a sua cintura com meus braços e não consigo olhar para qualquer outro lugar que não seja seus olhos.
— A primeira vez que vi seu olhar algo me trouxe uma familiaridade sendo o suficiente para te fazer minha esposa. — Digo com sinceridade apenas porque quero que ela saiba que me apaixonei bem antes daquela manhã no escritório.
— Oh, Tom… — Ela suspira emocionada.
— Quero cuidar de você Amélie, quero ser tudo o que você precisa, sei que a minha adorada avó usou seu jeitinho meigo para nos persuadir, mas sei que já estamos muito envolvidos. — Seu sorriso cresce me olhando.
Retiro uma das minhas mãos da sua cintura e puxo a pequena caixinha que estava no bolso da minha calça, coloco entre nossos peitos e vejo o olhar surpreso quando ela percebe o que se tratava.
E como um verdadeiro príncipe, deixo que um de meus joelhos toquem o chão e faço o pedido como realmente deveria ter sido feito, não em um contrato em uma sala como se fosse um negócio.
— Amélie Petit, me ferais-tu le magnifique honneur d'être ma femme adorée? “Amélie Petit, você me daria a magnífica honra em ser a minha adorada esposa?”
O pedido mais piegas que poderia fazer a mulher que estou apaixonado.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Procura-se Uma Noiva
Alguém tem o livro completo ?...
Boa tarde... O resto da história, estava a adorar e do nada acabou......