Pietro chegou em casa e, assim que os demais escutaram o motor de sua caminhonete, saíram ao seu encontro. O homem ajudou Celeste a descer, que estava radiante e feliz. Pietro desceu Fiorella e a entregou a Celeste. Ele tomou Martina nos braços e tomou fortemente a mão da mulher. Estava orgulhoso, se sentia como o homem maior do mundo.
Embora todo o caminho vinha pensando que agora essas pequenas eram sua responsabilidade, já que por um momento entrou em pânico, dissipou essas ideias. Já havia cuidado de Enzo. Tudo seria igual, só que em dobro. Além disso, naquele então, os pais eram uns jovens imaturos. Neste caso, ele era um homem feito e direito. Entendia que devia colocar toda a atenção do mundo em suas filhas e esposa.
Ao subir as escadas, Celeste fazia pausadamente, mas ao chegar ao último degrau, suspirou de alívio. Paloma e Diana foram as primeiras a se aproximar alegremente. Todos estavam ansiosos por conhecer as pequenas.
— Vamos! Vamos para dentro! As pequeninas não devem estar tanto tempo ao relento — disse Emma, vendo que ninguém caminharia em direção à entrada.
Enzo dava pulos tentando conhecer suas "tias", o que soava bastante estranho, mas assim seria de agora em diante.
— Enzo... — disse Celeste tomando assento no sofá. — Venha, venha conhecer Fiorella.
— Fiorella? — disse Enzo com um sorriso desenhado no rosto.
— Sim, esse é o nome que escolhemos para esta boneca... — disse Pietro com um tom de voz cheio de orgulho.
Pietro tomou assento ao lado de Celeste e descobriu o rosto da pequena Martina.
— Olhe, ela é Martina... Ela se chama assim por minha mãe... — disse Pietro com um tom nostálgico.
— São lindas, vovô! Mas estão muito pequenininhas... Como é que podem carregá-las? A mim me daria medo, podem se quebrar... — disse Enzo preocupado.
— Não, querido! Por isso devemos fazer com muito cuidado. Logo pouco a pouco irão crescendo, meu céu — disse Celeste tentando explicar a Enzo.
— Nos emprestariam? — disseram Paloma e Diana quase ao unísono.
Celeste se acomodou e entregou Fiorella a Paloma, que a recebeu nos braços, a cheirou e a admirou junto com Aldo. Pietro, duvidando um pouco, entregou Martina. O homem tinha algo com suas filhas, já que não queria se afastar nem um segundo delas. Ele podia passar a noite em vigília cuidando delas, sem nenhum problema.
— Venha, pequeninas, venham aos braços de sua tia... — disse Diana carregando com sumo cuidado aquela pequena menina.
Laura acompanhava Diana e juntas admiravam a pequena que, ao se desprender de Pietro, começou a se inquietar. Diana começou a embalá-la tentando acalmá-la um pouco. Falava com ela e dizia que devia ser uma boa menina, que elas as cuidariam. Seus pais precisavam descansar um pouco e elas agora cuidariam que estivessem com barriguinha cheia, fraldinha seca e quentinhas.
Essas expressões não passaram despercebidas por Massimo, que ao ver como Diana se desenvolvia com Martina, não podia evitar sentir culpa. Ele, ao estar operado para não ter mais filhos, estava negando a oportunidade de ser mãe. Realmente esse tema devia voltar a tocar com ela, já que não podia negar essa oportunidade. Embora Diana dissesse que não queria filhos por enquanto, o que aconteceria quando quisesse?
— Massimo, o que acontece? Faz tempo que não vê um bebê. Olhe-a, está pequenininha. Adele já é toda uma menininha. Bem, leva a dianteira por pelo menos uns 6 meses... — disse Diana ao ver como Massimo a olhava, mas não se aproximava.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Prometo te amar. Só até ter que dizer adeus