— Ele, o que temos dito sobre nos avisar quando chegam hóspedes? — disse Aria com um tom firme mas doce ao mesmo tempo.
— Vovó Bellucci... Este senhor procura minha mãe... — disse Ele pegando-a pela mão e olhando-a com insistência.
— Bem... Na verdade não, na verdade, procuro... — disse Massimo observando a mulher que tinha diante dele.
— Sim? — perguntou Aria um tanto intrigada. — A quem procura, senhor? — perguntou novamente Aria.
— Procuro a senhora, Aria Bellucci? — disse Massimo sem saber que mais dizer.
A mulher apesar de sua idade avançada de maneira definitiva era linda, realmente a foto do relicário o havia ajudado a reconhecê-la, era óbvio que já não era jovem, mas naquelas feições ainda restava uma beleza indiscutível.
Se bem o rosto da mulher era lindo, Massimo se deu conta de que o olhar da mulher estava apagado, seu semblante era cansado e bem poderia dizer que triste.
— Meu nome é Massimo... — estava prestes a dizer D'Angelo, mas preferiu dizer. — Massimo Pellegrini...
A mulher, ao escutar aquilo, levou ambas as mãos à boca e deixou sair um gritinho.
— O que acontece, vovó? Por que gritou?
Aria, ao ver o semblante da menor, tratou de acalmá-la dizendo:
— Nada minha menina! Nada! Pode ir ver sua mãe? Diga que venha um momento cuidar da recepção...
A menina soltou sua mão, a olhou e disse:
— Está bem, vovó... Já volto...
Massimo e Aria viram como a menina saiu ao pátio e aí foi quando Aria o olhou atenta e depois disse:
— Você é...? É filho de Leonardo?
Massimo só pôde assentir com a cabeça, ainda não lhe chegavam as palavras, estava nervoso, não sabia por onde começar, mas algo era claro, aquela mulher sabia um pouco dele ou pelo menos imediatamente o havia relacionado pelo sobrenome.
— Puxa...! Não importa quão longe eu tenha ido, sempre me encontrarão, não é verdade?
O homem se surpreendeu ante a declaração da mulher, pelo que perguntou...
— A que se refere com isso?
Aria caminhou para uma pequena saleta que estava no hall do lugar e fez sinais para que a seguisse...
— Seu pai... Leonardo me procurou por anos, ele não entende que não me deve nada, sei que te enviou para me convencer, mas, simplesmente, não quero voltar... Não tenho nada a que voltar...

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Prometo te amar. Só até ter que dizer adeus