Tal como havia dito Antonio Moretti, dois dias depois, 4:50 da manhã Massimo estava chegando ao Aeroporto de Antiqua-Fiumicino.
— Massimo, ainda conservava a esperança de que não chegaria, ou, pelo menos, não a tempo... — disse Moretti em tom sarcástico.
— Cheguei desde às 4:30 da manhã, não poderia chegar atrasado quando se trata de algum dos meus filhos. — disse Massimo seriamente.
— Nossa, que me surpreende, senhor Pellegrini! — disse Ângela enquanto carregava Valentina nos braços. — Se alguém me tivesse dito que o senhor Pellegrini nos acompanharia, não teria acreditado.
Massimo virou para ver a mulher de onde provinha a voz e imediatamente reconheceu a mulher. Aquela era nada mais e nada menos que Ângela Di Stefano, filha única de uma das famílias mais influentes na política de Valoria.
— Oi, senhora Moretti! — disse Massimo com respeito.
— Oi, Massimo! Só me chame Ângela, tecnicamente sou a irmã do seu filho, que adoro com toda minha alma, pelo que vou te pedir uma só coisa...
Massimo escutou aquilo e se surpreendeu, mas no momento, não perguntou nada do que se referia a mulher.
— Diga... — respondeu Massimo com surpresa.
— Se Luciano não quiser falar com você, por favor, não insista, eu tive oportunidade de tratá-lo e é um bom garoto. Sei que carrega muitas coisas nas costas, mas é um bom garoto, ele não é mau, só que não cresceu em um bom ambiente e você deve saber isso melhor que eu. — disse Ângela em tom de advertência, mas ao mesmo tempo de empatia para o homem à sua frente.
— Só quero ver meu filho e quero saber que está bem, você tem uma filha e acredite, se tivesse mais, não acho que se sentiria muito tranquila de ter uma longe de sua ala. — disse Massimo em um tom um pouco nostálgico.
— Sei! Senhor Pellegrini; no entanto, só lhe peço que não exija coisas de Luciano, como disse, ele é um bom rapaz, unicamente que, às vezes, o pobre lembra que esteve do lado errado... — disse Ângela lembrando Massimo de um passado não tão distante.
— Prometo uma coisa, Ângela, se ele não quiser falar comigo, unicamente me conformarei em vê-lo e saber que ele está bem, não vou insistir ou forçar algo. — disse Massimo como a única coisa que lhe vinha à mente.
Depois de uma breve conversa, a família Moretti junto a Massimo subiram no avião que os levaria ao seu destino. Massimo não podia acreditar que, em questão de horas, poderia ver seu filho, não podia acreditar que estivesse tão perto de voltar a ver o filho que acreditou desaparecido.
--- Auckland ---
Sebastiano estava naquele café que visitava há dias, e pontualmente havia chegado para pedir uma xícara de americano enquanto fazia a tarefa da universidade e esperava que Almendra saísse de sua jornada laboral.
Depois de algumas horas, finalmente Almendra saiu, para sua surpresa, naquele dia Sebastiano havia lhe levado um presente, o qual havia pego um pouco desprevenida Almendra.
— Isso é para você, estava na joalheria e o vi, então pensei que precisava de um igual. — disse Sebastiano aproximando uma pequena caixa a Almendra.
A garota, ao ver aquela caixa branca, se surpreendeu, mas sem duvidar abriu o pequeno presente.
— Um relógio? — disse Almendra um tanto surpresa.
— Sim... Normalmente, sempre anda chegando atrasada e agora com este te será mais fácil não se perder no tempo. — disse Sebastiano, satisfeito pelo presente.
Almendra fechou a caixa e sorriu, balançou a cabeça negativamente, mas no final agradeceu o gesto.
— O que vou fazer com você? — disse a garota enquanto lhe punha a mão em uma bochecha e na outra lhe dava um beijo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Prometo te amar. Só até ter que dizer adeus