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Quando a Lealdade Não Basta, É Hora de Partir romance Capítulo 193

Samuel Palmeira assentiu com a cabeça e se aproximou da cama hospitalar.

— Se sentir algum desconforto, me avise, está bem?

Os olhos de Patrícia Leite se encheram de lágrimas. Ela ergueu o olhar para Samuel, as palavras cheias de um certo tom de repreensão.

— Por que só agora você veio? Agora tanto faz se eu estou viva ou morta, não é isso?

Percebendo a agitação de Patrícia, Samuel Palmeira procurou acalmá-la com voz firme.

— Tente se acalmar, Patrícia. Aqui é um hospital, há médicos por perto. Eu aqui não mudaria muita coisa.

O olhar de Patrícia Leite se voltou, cheio de raiva, para Ana Rocha.

Ana, que mordia um pedaço de bolo de fubá, parou por um instante, instintivamente escondendo o doce atrás das costas.

Depois de esconder, pensou que não precisava se sentir culpada... afinal, era ela a esposa de Samuel Palmeira — mesmo que só por contrato.

— Foi ela que te segurou? Não deixou você vir me ver? Samuel Palmeira... você tinha me prometido que seria responsável por mim! — O tom de Patrícia se elevou, a emoção a dominando. No desespero, arrancou o acesso do soro do braço, manchando de sangue o lençol branco, criando uma cena perturbadora.

Ana percebeu que o quadro de Patrícia era realmente grave. Transtorno afetivo bipolar era, sem dúvida, uma das condições psicológicas mais delicadas...

De repente, sentiu um peso de arrependimento. Teria sido errado agir com pequenas malícias, atrasando deliberadamente a chegada de Samuel e provocando a crise de Patrícia?

Baixou a cabeça, envergonhada, sem dizer palavra alguma.

— Não tem nada a ver com ela. — Samuel Palmeira se posicionou à frente de Ana Rocha, bloqueando o olhar de Patrícia. — Se você continuar instável, amanhã mesmo providencio sua transferência para uma clínica de reabilitação.

Samuel franziu a testa. Só permitira a saída de Patrícia do centro de tratamento porque, segundo os próprios profissionais de lá, ela estava sob controle.

Agora, claramente, a situação ainda era séria.

— Só com você aqui que eu me sinto segura...

— Vou pedir para Ayrton Ferreira ficar de plantão na porta. Assim você dorme tranquila. — Samuel falou em tom resoluto.

— Por que não pode ser você? Antes você sempre ficava comigo no hospital... É por causa dela, não é...? — Patrícia não entendia. Antes, bastava ela pedir um pouco mais e Samuel ficava. Agora, ele só recusava.

— Sim. Minha esposa está grávida, não me sinto à vontade em deixá-la sozinha à noite. — Samuel respondeu sem hesitar.

Antes, era por consideração e pela doença de Patrícia. Agora, ele sabia suas prioridades.

Ana Rocha estava grávida; Diana Batista e Helena Batista provavelmente ainda causariam problemas. Samuel queria, se pudesse, manter Ana ao alcance dos olhos o tempo todo.

Ana olhou para Samuel, o coração batendo descompassado...

Se continuasse assim... ela realmente se apaixonaria.

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