O rosto de Sophia ficou pálido num instante, e sua respiração acelerou. Ela olhou ansiosamente para Ramon Domingos. — Ramon... Não... não dê ouvidos às bobagens dela. Eu não sei por que a irmã Diana Batista resolveu me caluniar de repente. Eu realmente sou a garotinha do orfanato daquela época. Você com certeza já investigou isso, não é?
O rosto de Sophia transparecia angústia, temendo que Ramon Domingos acreditasse nas palavras de Diana Batista.
O semblante de Ramon Domingos era severo e frio, sem muitas emoções transparecendo em seu olhar. Depois que Sophia terminou de falar, ele assentiu e sua voz soou suave, como se quisesse reconfortá-la. — Não ligue para isso. Ela sempre teve o hábito de mentir desde criança.
Os passos de Diana Batista hesitaram por um segundo, e seus olhos ficaram vermelhos instantaneamente. Ela se virou e olhou para Ramon Domingos com raiva. — Acredite no que quiser.
Ela sempre teve o hábito de mentir desde criança...
As palavras de Ramon Domingos foram como uma faca, um espinho perfurando os nervos mais frágeis do seu coração.
Esse tipo de espinho era o que mais doía, porque o que Ramon Domingos disse era verdade.
Ela costumava mentir, sentia inveja e, desde pequena, se esforçara ao máximo para que o seu avô gostasse dela...
Ela era, de fato, uma pessoa que mentia, desde a infância até a vida adulta...
No entanto, desta vez, ela realmente não havia mentido.
Fungando, Diana Batista não deu maiores explicações e foi embora.
Todo o seu orgulho havia se despedaçado na noite passada, quando se ajoelhara para implorar a Ramon Domingos. Ainda assim, o último resquício de sua lamentável dignidade a fazia tremer incontrolavelmente.
Até sair da casa de Ramon Domingos, Diana Batista segurou as lágrimas para não chorar.
Porém, quando olhou para trás e viu o mordomo de Ramon Domingos fechando os portões e Sophia de pé na entrada sorrindo triunfante para ela, não conseguiu mais se conter. As lágrimas jorraram no mesmo instante.
Talvez, por ter sido mentirosa desde criança, mesmo quando disse a verdade, Ramon Domingos não acreditou mais.
Ao dar meia-volta para ir embora, Diana Batista não sabia para onde deveria ir. Se fosse descoberta por Djalma Batista, o seu destino seria pior do que a morte.
Ela não tinha mais valor nenhum agora e, como conhecia segredos demais de Djalma Batista e do Senhor, eles não a deixariam em paz até que a eliminassem e sugassem a sua última gota de utilidade.
Na sala de estar, Ramon Domingos tomava o seu café da manhã em silêncio.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Quando a Lealdade Não Basta, É Hora de Partir
Será que esse Livro irá continuar?...