— Logo não será mais.
Sofia soltou o cinto de segurança.
Miguel fez o mesmo.
Esse simples gesto deixou o corpo dela ainda mais tenso.
Ele se inclinou sobre ela, apoiando o braço na porta do passageiro.
— Do que você está com medo?
Sofia ficou presa entre o banco e o corpo dele, segurando a respiração.
— Está com medo de mim?
O sorriso de Miguel tinha um magnetismo perigoso.
Os olhos fixos nos dela.
O coração de Sofia apertou ainda mais.
— Está com medo de que eu toque em você?
Ao perceber o nervosismo nos olhos dela, Miguel soltou uma risada leve e recuou.
Pegou o celular.
— Thiago, você chegou?
Do outro lado, veio a resposta:
— Já estou aqui. Estou logo atrás do carro da Sra. Sofia.
— Certo.
Miguel desligou e olhou para Sofia.
— Eu não posso simplesmente ir embora com o seu carro.
Ele tinha soltado o cinto para sair do carro.
Não para fazer nada com ela.
Sofia sentiu o rosto queimar.
Ele tinha percebido o que ela pensava... e ela ainda tinha entendido tudo errado.
No olhar dele, havia um leve deboche.
Como se dissesse: “Você se acha demais.”
Os dois saíram do carro ao mesmo tempo.
Miguel seguiu para trás, em direção ao outro carro.
Sofia caminhou para frente.
Ao passarem um pelo outro, a voz dele soou baixa, como o vento:
— Boa sorte na final. Estou curioso para ver.
Soava como incentivo.
Mas Sofia não interpretou assim.
— Eu vou dar o meu melhor!

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