Ao ver Arthur ofegante, com o rosto vermelho depois de discutir com ela, Sofia se aproximou e serviu um copo de água.
Arthur ainda queria continuar a bronca.
Mas, ao ver ela oferecendo água, o coração dele amoleceu.
— Você já não é mais criança... como consegue ser tão sem noção assim? Tem tanto advogado por aí e você vai logo escolher o pior deles.
Ele tomou um gole.
A boca estava seca, mas, de repente, a água pareceu doce.
Sofia ficou olhando para ele por um bom tempo.
Então perguntou:
— Por que você mudou tanto comigo ultimamente? Aconteceu alguma coisa?
Arthur estremeceu.
— Eu? Nada disso!
Negou, mas o rosto ficou ainda mais vermelho.
Sofia teve certeza de que ele escondia algo.
O silêncio caiu entre os dois.
O clima ficou estranho.
Arthur nunca foi bom em guardar segredos.
No fim, não conseguiu se conter:
— Você sabe dirigir?
Sofia assentiu.
— Sei.
Que tipo de pergunta era aquela?
Ele mesmo já tinha visto ela dirigindo várias vezes.
— Não... quero dizer... dirigir carro de corrida...
Sofia arregalou os olhos.
Dessa vez, Arthur sustentou o olhar dela.
De repente, segurou a mão dela.
Sofia se assustou.
— Naquele dia... eu vi a deusa das corridas, a Camila, tirar o capacete...
Quando ele chegou até ali, Sofia já tinha entendido tudo.
Agora fazia sentido.
Era por isso que ele tinha mudado tanto.
— Você é a Camila...
Era uma afirmação.
Mas ele falou como se ainda tivesse dúvida.
Sofia não conseguiu evitar um sorriso.
Provavelmente, até aquele momento, ele ainda achava difícil acreditar.

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