— Com licença, a Sra. Sofia está internada aqui?
A pessoa que entrou no quarto não era conhecida de Laura.
Mas Sofia reconheceu na hora.
— Srta. Felícia...
Sofia não esperava que Felícia viesse visitar ela.
Claro, ela não era ingênua a ponto de acreditar que Felícia tinha vindo com uma cesta de frutas só para fazer amizade.
Felícia, com muita delicadeza, disse que queria conversar a sós com Sofia.
Arthur, percebendo a situação, saiu discretamente.
Laura, por outro lado, não queria sair.
Agora que Sofia já tinha explicado, ela sabia que aquela mulher era a noiva de Gustavo.
E Laura não acreditava que Felícia desconhecesse o fato de que Gustavo já tinha gostado de Sofia.
Talvez ainda gostasse.
Por isso, deixar elas sozinhas não parecia seguro.
— Está tudo bem, Laura. Pode ir. Aproveita e compra umas frutas para mim.
Diante da insistência de Sofia, Laura acabou saindo.
No quarto, restaram apenas Sofia e Felícia.
Com a chegada do outono, o clima já tinha esfriado.
A janela do quarto estava aberta, e o ar frio entrava, preenchendo o espaço entre as duas.
— Sofia, espero que não ache que estou sendo direta demais... Mas, como noiva do Gustavo, acredito que tenho o direito de entender melhor as relações dele com outras mulheres.
A voz de Felícia era suave, o tom sincero, e a postura educada, mas a pergunta foi direta.
— Qual é a sua relação com o Gustavo?
— Somos amigos.
Sofia respondeu sem hesitar.
— Só isso?
Sofia assentiu de leve:
— Sim.
Na verdade, Gustavo nunca havia se declarado para ela.
Os dois realmente nunca passaram da amizade.
Além disso, a mãe dele já tinha usado dinheiro para comprar tranquilidade, exigindo que Sofia se afastasse.
Sofia aceitou o dinheiro.
Mas ele estava no meio de um ensaio de casamento, e saiu sem sequer avisar ela.
Só de lembrar disso, Felícia ainda se irritava.
Felizmente, a família Oliveira valorizava muito a posição dela.
Pouco depois de Gustavo chegar ao hospital, os pais o chamaram de volta para casa.
Ele pediu desculpas pessoalmente, e ainda deu a ela uma bolsa clássica de edição limitada.
Felícia não fez escândalo, mas isso não significava que tinha esquecido.
— Já que você é amiga do Gustavo, então também pode ser minha amiga.
Enquanto falava, Felícia tirou um envelope da bolsa.
— Eu não tinha seu contato, então não consegui enviar por mensagem. E, sinceramente... acho que em papel fica mais elegante.
Sofia pegou o envelope, abriu e retirou o conteúdo.
Era um convite de casamento.
O papel era de um branco perolado elegante, com relevo e detalhes dourados.
As bordas tinham acabamento em renda rosa delicada.
Entre as fibras, havia pequenos fragmentos de mica que refletiam a luz.
Só de olhar aquele convite, já era possível perceber o status e a riqueza das famílias dos noivos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Quando Ele Arrependeu, Eu Já Era Outra
Terminou assim ou ainda continua?...
O que houve que parou de atualizar os capítulos a semanas?...
Merecemos mais um capítulo com final digno depois de tanta esperada e leitira...
Mas já acabou cap. 882...
Cadê a continuação?...
E acabou assim? Ela nem disse para ele que é o pai do menino. Nem teve o casamento novamente. Uma declaração da parte dela. Não gostei do final....
Só libera até o capitulo 845? Como faz para comprar e ler o resto?...
Quantos capítulos tem esse livro? Não acaba nunca 😢...
Achei que a história tinha ficado um pouco perdida quando ela se fez de morta mas agora com eles investigando Júlia tô voltando a achar interessante mas tô com saudades dos outros personagens, eles traziam graça pro livro🥹...
Achei que a história tinha ficado um pouco perdida quando ela se fez de morta mas agora com eles investigando Júlia tô voltando a achar interessante mas tô com saudades dos outros personagens, eles traziam graça pro livro🥹...