O olhar de Sofia era direto, e as palavras de recusa também eram claras.
O impacto que causavam em Miguel era igualmente direto.
Miguel baixou os olhos e sorriu, com um amargor no canto dos lábios.
— Agora estou livre de tudo. Tenho tempo de sobra. Então deixa eu fazer um pouco do que tenho vontade.
Sofia suspirou.
— Então faça como quiser.
O quarto ficou silencioso, restando apenas o som de Miguel comendo cookies.
— O Grupo Castro já está fora de perigo, certo?
— Sim. Graças à ajuda do Henrique.
Os dedos de Miguel apertaram de leve, e o cookie se desfez em migalhas.
— Não é só você que consegue salvar o Grupo Castro. Os fatos provaram que eu escutei Henrique e também consegui um bom resultado.
Enquanto dizia aquilo, Sofia mantinha os olhos fixos no perfil de Miguel.
Os traços dele eram bem definidos. O rosto estava sombrio, e toda a expressão parecia encoberta por uma nuvem escura, especialmente desagradável.
Ela tinha dito aquilo de propósito.
Queria que Miguel enxergasse a realidade: não havia a menor possibilidade de ela voltar para ele.
— Então, para agradecer a ele, vocês dois vieram ficar juntos em um hotel no exterior, é isso?
As pupilas de Miguel voltaram à frieza cruel de antes, e os olhos dele ardiam de ciúme.
— Nós reservamos dois quartos, está bem? Além disso, quando Henrique faz alguma coisa por mim, ele nunca exige que eu retribua.
Miguel disse:
— Você fala como se eu ficasse cobrando alguma coisa em troca.
— Você fez algum favor por mim?
A pergunta repentina de Sofia apertou o coração de Miguel.
Os dois se encararam, e Miguel teve a impressão de que os olhos de Sofia estavam mais vermelhos que antes.
— O que você fez não foi apenas uma forma de compensação?
“Compensação.”
Com aquele único olhar, o coração de Sofia tremeu violentamente.
— Descanse cedo. Boa noite.
A porta do quarto se fechou.
O ar ainda carregava o vestígio da presença de Miguel.
Sofia fechou os olhos e massageou a testa.
Investigar o problema do falso Jorge já era cansativo o bastante. Com o aparecimento de Miguel, ela ficou ainda mais exausta.
O travesseiro daquele hotel era muito confortável, mas Sofia não dormiu bem naquela noite.
Ela sonhou.
No sonho, tudo era confuso e caótico, deixando ela incapaz de distinguir o que era real e o que era falso.
— Eu não fiz mal nenhum à vovó. A vovó era a única pessoa desta casa que me tratava bem. Como eu poderia fazer mal a ela?
— Vocês só estão arrumando uma desculpa para mandar eu embora. Eu nem sei se sou mesmo filha biológica de vocês. Por que vocês estão fazendo isso comigo?
— Eu não quero ir para a unidade socioeducativa. Eu não quero. Eu odeio vocês!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Quando Ele Arrependeu, Eu Já Era Outra
Terminou assim ou ainda continua?...
O que houve que parou de atualizar os capítulos a semanas?...
Merecemos mais um capítulo com final digno depois de tanta esperada e leitira...
Mas já acabou cap. 882...
Cadê a continuação?...
E acabou assim? Ela nem disse para ele que é o pai do menino. Nem teve o casamento novamente. Uma declaração da parte dela. Não gostei do final....
Só libera até o capitulo 845? Como faz para comprar e ler o resto?...
Quantos capítulos tem esse livro? Não acaba nunca 😢...
Achei que a história tinha ficado um pouco perdida quando ela se fez de morta mas agora com eles investigando Júlia tô voltando a achar interessante mas tô com saudades dos outros personagens, eles traziam graça pro livro🥹...
Achei que a história tinha ficado um pouco perdida quando ela se fez de morta mas agora com eles investigando Júlia tô voltando a achar interessante mas tô com saudades dos outros personagens, eles traziam graça pro livro🥹...