Miguel arregalou os olhos para Yago.
Por um instante, ele teve a impressão de que Yago realmente se parecia um pouco com ele mesmo.
Embora Yago tivesse pronunciado a palavra com clareza, não parecia estar chamando Miguel de pai de verdade.
Sofia explicou com seriedade:
— Por volta de um ano, as crianças estão justamente começando a aprender a falar. Como “papai” é fácil de pronunciar, às vezes ele solta sons parecidos sem perceber.
Em outras palavras, Yago não estava chamando Miguel de pai.
Miguel baixou os olhos, sem conseguir esconder a decepção.
— Entendi...
Ele não tinha experiência com crianças, e a explicação de Sofia parecia bastante razoável.
Yago continuava repetindo a palavra sem parar.
Parecia tão satisfeito com a comida que agitava os braços e as pernas de empolgação.
Miguel não conseguiu conter o sorriso e acariciou a bochecha dele.
— Quando quiser, também pode me chamar de papai.
Como se estivesse colaborando, Yago repetiu em voz alta e clara:
— Papai...
Os olhos de Miguel arderam no mesmo instante.
Nunca imaginou que um dia ficaria tão emocionado apenas por ouvir alguém chamar ele de pai.
Ainda mais porque Yago nem sequer era seu filho.
Miguel pegou um chocalho e balançou de leve, fazendo Yago cair na risada.
Embora Yago não fosse filho dele, era filho de Sofia.
De repente, Miguel pensou que talvez não fosse tão ruim considerar Yago como seu próprio filho.
Sofia observava a harmonia entre os dois, sem conseguir entender ao certo o que sentia.
Ela se aproximou para recolher os pratos e interrompeu a brincadeira.
— Está bem, já chega. Letícia deve chegar daqui a pouco.
Yago ainda não sabia falar direito, mas deixou toda a insatisfação estampada no rosto.
Miguel falou com cautela, num tom quase hesitante:
— Parece que ele ainda quer brincar mais um pouco comigo.
Ao menos Yago não rejeitava sua presença.
Para Miguel, aquilo já era um excelente começo.
— Quando Letícia chegar, ela brinca com Yago.
— Não acredito.
Ela voltou a andar, acelerando visivelmente os passos.
Miguel foi atrás dela e falou em voz alta:
— Quero participar da sua fundação beneficente.
Sofia parou outra vez.
Miguel se apressou e ficou ao lado dela.
— O Grupo Inovação pretende firmar uma parceria com a fundação que você criou na ilha e oferecer recursos médicos e educacionais para as crianças dos três orfanatos.
Diante daquela proposta, Sofia não teve escolha a não ser considerar o assunto com seriedade.
Era evidente que as intenções de Miguel não eram totalmente desinteressadas.
Ainda assim, caso sua fundação recebesse o apoio do Grupo Inovação, as crianças da ilha só teriam a ganhar.
Sofia virou o rosto para ele.
— Está falando sério?
Miguel sorriu. Embora estivesse muito mais magro, seu sorriso continuava encantador.
— Quando você já me viu brincar com negócios?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Quando Ele Arrependeu, Eu Já Era Outra
Terminou assim ou ainda continua?...
O que houve que parou de atualizar os capítulos a semanas?...
Merecemos mais um capítulo com final digno depois de tanta esperada e leitira...
Mas já acabou cap. 882...
Cadê a continuação?...
E acabou assim? Ela nem disse para ele que é o pai do menino. Nem teve o casamento novamente. Uma declaração da parte dela. Não gostei do final....
Só libera até o capitulo 845? Como faz para comprar e ler o resto?...
Quantos capítulos tem esse livro? Não acaba nunca 😢...
Achei que a história tinha ficado um pouco perdida quando ela se fez de morta mas agora com eles investigando Júlia tô voltando a achar interessante mas tô com saudades dos outros personagens, eles traziam graça pro livro🥹...
Achei que a história tinha ficado um pouco perdida quando ela se fez de morta mas agora com eles investigando Júlia tô voltando a achar interessante mas tô com saudades dos outros personagens, eles traziam graça pro livro🥹...