Do lado de fora da Mansão dos Castro, Sofia se despediu dos amigos de Valdemar.
Já estava quase na hora de ir embora.
Isabela permanecia não muito longe dali, sem fazer nada, mas também sem ir embora.
Sofia sabia que ela estava esperando por Miguel.
Exceto pela noite anterior, quando precisaram voltar juntos para preparar a festa com antecedência, quem andava sempre ao lado de Miguel era Isabela.
Por fim, Miguel saiu.
O céu já estava escuro.
Sofia pensou em se aproximar para se despedir.
Naquele dia, ela ainda era, oficialmente, esposa de Miguel.
Ao sair, já tinha se despedido de Antônio e Eunice.
Não via motivo para ignorar apenas Miguel.
— Miguel, eu já vou...
— Eu te levo.
Sofia ficou surpresa.
O rosto de Miguel não revelava emoção alguma.
Depois de falar com ela, ele olhou para Isabela, que havia se aproximado:
— O Thiago já está chegando. Vou pedir que ele leve você para casa.
Isabela arregalou os olhos, embora a expressão de incredulidade tenha durado apenas um instante.
— Está bem, eu entendo...
Ela abaixou a cabeça, incapaz de esconder a decepção.
Mesmo aos olhos de Sofia, Isabela, naquele momento, despertava facilmente o instinto de proteção.
— Miguel, eu entendo você. Jamais vou colocar você numa situação difícil.
Depois de dizer isso, ergueu o rosto e trocou com ele um olhar carregado de afeto.
Ela já imaginava que Valdemar devia ter dito algo a Miguel.
Não demorou para que Thiago chegasse.
Era a primeira vez que Miguel não levava Isabela para casa e deixava essa tarefa para Thiago.
Embora não a acompanhasse no trajeto, caminhou ao lado dela até o carro de Thiago.
A despedida entre os dois, cheia de relutância, fez Sofia perder qualquer vontade de entrar no carro de Miguel.
Só depois que o carro de Thiago desapareceu ao longe foi que Miguel voltou até ela.
— Eu posso ir sozinha.

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