Miguel continuou abraçando Sofia e murmurou junto ao ouvido dela:
— Não importa se, no fim, você decidir ajudar a família Carvalho ou não. Vou ficar ao seu lado.
— Está bem...
Mesmo assim, Sofia continuava profundamente dividida.
A família Carvalho tinha causado tanto sofrimento a ela que não faltavam motivos para simplesmente cruzar os braços e deixar que arcassem com as consequências.
No entanto, sempre que pensava nas pessoas que tinham ido às ruas protestar e em Paulo, mantido em confinamento, não conseguia endurecer o coração por completo.
Os dois permaneceram abraçados por um longo tempo. A sala estava tão silenciosa que não se ouvia nenhum som.
— Sofia...
Miguel chamou por ela em voz baixa, mas não recebeu resposta. Ouviu apenas sua respiração calma e regular.
Ele se afastou um pouco e percebeu que Sofia tinha adormecido.
Provavelmente, estava mesmo exausta depois de tudo o que vinha enfrentando.
Miguel sorriu, sem saber se achava graça ou sentia pena.
Só esperava não ser o responsável por todo aquele cansaço.
Ele pegou Sofia adormecida no colo, levou ela até o quarto e a deitou com cuidado na cama.
Yago também dormia profundamente no berço.
Seus braços e pernas rechonchudos eram tão fofos que davam vontade de apertar.
Miguel não conseguiu conter um sorriso.
Depois de observar Yago por alguns instantes, voltou a atenção para Sofia.
Ao contrário do bebê, ela dormia completamente imóvel e em silêncio.
Ainda assim, mantinha as sobrancelhas levemente franzidas, como se as preocupações continuassem perseguindo ela até nos sonhos.
Miguel se aproximou da cama e passou os dedos com delicadeza entre as sobrancelhas dela, desfazendo aquela pequena ruga.
A distância entre os dois era tão curta que ele conseguia sentir a respiração de Sofia.
O rosto adormecido dela se refletia em seus olhos, fazendo o coração de Miguel disparar sem controle.
Com extremo cuidado, ele acariciou a face de Sofia, com medo de que qualquer movimento mais brusco pudesse acordar ela.
Incapaz de afastar a mão, Miguel deslizou lentamente os dedos até o queixo dela.
Ela não disse nada. Apenas se encostou na parede e ficou observando os dois brincarem em silêncio.
Depois de algum tempo, Miguel finalmente notou sua presença.
— Você acordou?
Sofia assentiu e caminhou até ele.
— Não imaginava que você soubesse brincar tão bem com uma criança.
— É porque Yago é obediente. Cuidar dele é muito fácil.
Sofia não concordava, mas apenas sorriu, um pouco sem jeito.
Quando estavam na Ilha de Águas Claras, Letícia tinha comentado mais de uma vez que Yago tinha um temperamento difícil e não era nada fácil de cuidar.
Mas, perto de Miguel, ele se comportava muito bem.
As crianças sempre eram sensíveis às emoções dos adultos.
Sofia não sabia se Yago era tão próximo de Miguel porque, por instinto, tinha percebido que ele era seu pai biológico.
Talvez também gostasse de ficar perto dele por sentir todo o carinho que Miguel tinha por ele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Quando Ele Arrependeu, Eu Já Era Outra
Terminou assim ou ainda continua?...
O que houve que parou de atualizar os capítulos a semanas?...
Merecemos mais um capítulo com final digno depois de tanta esperada e leitira...
Mas já acabou cap. 882...
Cadê a continuação?...
E acabou assim? Ela nem disse para ele que é o pai do menino. Nem teve o casamento novamente. Uma declaração da parte dela. Não gostei do final....
Só libera até o capitulo 845? Como faz para comprar e ler o resto?...
Quantos capítulos tem esse livro? Não acaba nunca 😢...
Achei que a história tinha ficado um pouco perdida quando ela se fez de morta mas agora com eles investigando Júlia tô voltando a achar interessante mas tô com saudades dos outros personagens, eles traziam graça pro livro🥹...
Achei que a história tinha ficado um pouco perdida quando ela se fez de morta mas agora com eles investigando Júlia tô voltando a achar interessante mas tô com saudades dos outros personagens, eles traziam graça pro livro🥹...