Antes que Sofia pudesse perguntar qualquer coisa, Henrique falou:
— Posso entrar e ficar um pouco? Não vou incomodar?
Já era muito tarde.
Laura não tinha sido a única a beber demais.
Sofia e Henrique também tinham tomado bastante cerveja, por isso não era muito apropriado que ele entrasse sozinho no quarto dela.
Mesmo sabendo disso, Henrique ainda fez o pedido.
Era evidente que queria conversar em particular.
Sofia abriu espaço para ele passar.
— Entre. Ainda tenho remédio para aliviar os efeitos da bebida. Quer tomar?
Henrique não fez cerimônia. Pegou o remédio e tomou na mesma hora.
O quarto logo mergulhou em silêncio.
Sofia se sentou na beirada da cama, enquanto Henrique ficou encostado na mesa.
Os olhares dos dois se cruzaram no meio da sala.
Em um tom casual, ele perguntou:
— Durante a conversa de hoje, acho que você não mencionou o nome do seu filho.
Sofia sorriu.
— Ele se chama Yago.
— Eu sei. Qual é o nome completo?
Ela fez uma breve pausa.
— Yago Borges.
— Ele usa seu sobrenome?
Sofia rebateu com a maior naturalidade:
— Tem algum problema?
— E só por isso concluiu que Yago é filho de Miguel?
— Se ele fosse mesmo filho de João, considerando a forma como você tratava João naquela época, jamais teria decidido levar a gravidez adiante. Você nem sabia se queria aceitar ele em sua vida. Como escolheria criar um filho com ele?
Sofia apoiou o queixo na mão e rebateu:
— Também é possível que, depois de fingir minha morte, eu tenha achado solitário demais viver sozinha. Não querer outro relacionamento não significa que eu não quisesse ter um filho ao meu lado. Se engravidei por acidente, decidir ter o bebê também faria sentido.
À primeira vista, aquela explicação parecia perfeitamente razoável.
Henrique imaginou que Miguel nunca tivesse desconfiado justamente por acreditar que Sofia seria muito mais propensa a criar um filho sozinha do que a aceitar outro homem em sua vida.
Mas Henrique tinha ido além.
Quando continuou, seu tom era firme:
— A Sofia que eu conheço jamais fingiria a própria morte sem um motivo muito sério. Mesmo que quisesse fugir de Miguel, não precisava esconder a verdade também de mim e de Laura. A menos que houvesse alguma coisa que ninguém pudesse descobrir, nem mesmo nós dois. Fingir sua morte permitiria que você desaparecesse da vida de todos e fizesse isso em segredo. Por exemplo, esconder uma gravidez até o bebê nascer.
Sofia arregalou os olhos, surpresa.
Foi a primeira vez que percebeu como a capacidade de observação e dedução de Henrique era afiada.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Quando Ele Arrependeu, Eu Já Era Outra
Terminou assim ou ainda continua?...
O que houve que parou de atualizar os capítulos a semanas?...
Merecemos mais um capítulo com final digno depois de tanta esperada e leitira...
Mas já acabou cap. 882...
Cadê a continuação?...
E acabou assim? Ela nem disse para ele que é o pai do menino. Nem teve o casamento novamente. Uma declaração da parte dela. Não gostei do final....
Só libera até o capitulo 845? Como faz para comprar e ler o resto?...
Quantos capítulos tem esse livro? Não acaba nunca 😢...
Achei que a história tinha ficado um pouco perdida quando ela se fez de morta mas agora com eles investigando Júlia tô voltando a achar interessante mas tô com saudades dos outros personagens, eles traziam graça pro livro🥹...
Achei que a história tinha ficado um pouco perdida quando ela se fez de morta mas agora com eles investigando Júlia tô voltando a achar interessante mas tô com saudades dos outros personagens, eles traziam graça pro livro🥹...