Wilson piscou os olhos, segurando as lágrimas que nem sequer existiam, mas seu espírito competitivo foi subitamente despertado.
Ele pegou o celular e, determinado a não ficar para trás, também se preparou para tirar uma foto e mandar para sua esposa.
Ao olhar ao redor, percebeu que toda a comida já havia sido devorada.
Após uma breve hesitação, levantou o aparelho, abriu um sorriso largo e tirou uma selfie, que enviou para ela.
"Advinha o que comi hoje."
Nem havia terminado de digitar as próximas palavras, quando já recebeu a resposta do outro lado.
"Ficou maluco?"
"Não me mande selfie com essa sua habilidade de fotografia."
"Se mandar outra foto feia dessas, nem volte para casa depois do trabalho."
Wilson: ……
Ele não chorou.
Foi o vento, que de repente encheu seus olhos de areia.
Teimoso, ampliou a foto diversas vezes, e por fim concluiu:
Era sua esposa que não tinha bom gosto, pois aquela selfie estava, sim, muito charmosa.
Depois de responder duas frases, Wilson largou o celular, lançou um olhar para Nivaldo, que havia começado a comer com uma expressão satisfeita, e, sem dó, virou o rosto para o outro lado.
Ele não sentiu inveja. Nem um pouco.
Mulheres apenas atrasariam o ritmo com que ele almoçava.
Assim que Evelina terminou a refeição, Joana arrumou suas coisas e foi embora.
Mal Joana saíra pela porta, Alice correu até lá, os olhos piscando de curiosidade, cheios de brilho.
Evelina estendeu a mão e tocou levemente a testa dela. "Se quiser perguntar algo, pode perguntar."
Os olhos de Alice brilharam, ela apoiou o queixo nas mãos e olhou para Evelina. "Então vou perguntar, hein."
Evelina respondeu: "Pergunte."
Alice soltou uma risadinha. "Evelina, aquela senhora te chamou de esposa? Ou será que ouvi errado?"
"Não ouviu errado." Evelina não tinha intenção de mentir para ela e respondeu diretamente. "Me casei."


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