Aquilo parecia menos uma coletiva de imprensa e mais um aviso de extermínio.
O repórter de um dos tabloides inimigos não perdeu tempo e levantou a mão: — Diretor Osvaldo, então o senhor nega que a sua esposa seja uma mercadoria usada?
Os olhos de Osvaldo congelaram no mesmo instante. A aura dele ficou tão sinistra que até o câmera da última fileira arrepiou.
Muito jornalista ali começou a se perguntar: esse cara quer morrer, é?
Osvaldo ficou com tanta raiva que chegou a rir. — Mercadoria usada?
— O seu nome é Inácio, não é? E você é que tipo de mercadoria? A escória descartável da sua Agência Novo Ponto?
— Já que decidiu me provocar num evento como esse, aqui vai um recado para o seu chefe. Ou o Grupo Rios compra a sua empresinha de merda, ou eu quebro vocês. Ah, e claro, pode ir mandando currículo, seu inútil.
O olhar de desprezo varreu os assentos mais uma vez. — Mais alguma pergunta?
A plateia inteira engoliu em seco: — ...
Quem seria doido de abrir a boca depois dessa?
Se uma palavra irritasse o ilustre Diretor Osvaldo, o desemprego era o menor dos castigos.
Com um sorriso debochado, Osvaldo encerrou. — Espero que certos veículos passem a publicar pautas com algum neurônio envolvido e parem de disseminar calúnias. Enfim, obrigado por madrugarem. Estão dispensados.
E foi embora com a maior tranquilidade do mundo.
O fato era que a Agência Novo Ponto tinha recebido um troco de Celina Castro para criar o caos.
Jamais imaginariam que Osvaldo Rios desceria a guilhotina em público só para defender a mulher.
O repórter Inácio, com o rosto da cor de um pimentão, correu para ligar para o chefe.
Enquanto isso, Celina Castro tinha passado a madrugada lendo comentários maldosos sobre Viviane, e fora dormir de alma lavada.
Estava ansiosa para ver a cara de choro de Viviane lendo os ataques.
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