Viviane Santos percebeu a mudança na atmosfera assim que Osvaldo Rios entrou na sala.
A professora, que antes estava impaciente, paralisou ao ver o homem.
Osvaldo Rios exalava uma aura de autoridade natural, muito diferente da arrogância ostensiva de José Lemos.
— Sim, tio. É ela. — Isaque respondeu, ainda segurando a mão de Viviane.
Osvaldo Rios nem sequer olhou para a mulher; seus olhos varreram o ambiente e pousaram em José Lemos, que ainda estava ali, aguardando algo, talvez o retorno de Viviane.
Ao ver Osvaldo, a expressão de José Lemos endureceu.
— Osvaldo Rios. — José cumprimentou, com a voz carregada de hostilidade.
— José Lemos. — Osvaldo respondeu num tom casual, como se estivesse cumprimentando um porteiro irrelevante. — Vejo que seu sobrinho tem o mesmo temperamento da família.
— E vejo que o seu sobrinho é tão selvagem quanto dizem os rumores sobre você. — José retrucou, olhando para Viviane ao lado de Osvaldo. — E vejo que trouxe reforços.
Osvaldo Rios soltou uma risada curta e fria.
Ele caminhou até a mesa da professora e apoiou as mãos sobre ela, inclinando-se levemente.
— Professora, ouvi dizer que meu sobrinho precisa pedir desculpas por se defender de bullying verbal?
A professora, intimidada, gaguejou:
— B-bem, senhor... a violência física não é permitida...
— Insultar a mãe falecida de uma criança é permitido? — A voz de Osvaldo não se alterou, mas a temperatura da sala pareceu cair dez graus.
A professora empalideceu.
— Eu... eu não sabia que a mãe dele...
— Agora sabe. — Osvaldo endireitou-se. — Quero ver as imagens das câmeras de segurança. Agora.
Enquanto a professora corria desajeitadamente para o computador, José Lemos aproximou-se de Viviane.
— Então é por isso? Você está com ele?
Viviane Santos manteve o olhar fixo em frente, ignorando-o.
Osvaldo Rios, no entanto, colocou-se entre os dois, bloqueando a visão de José.


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