Fazia muito tempo que não ia àquele lugar, então achou que seria uma boa oportunidade para revisitar com Luciano.
Não muito longe dali, um par de olhos os observava atentamente fazia um bom tempo.
Jeferson, por acaso, passava pelo arco antigo da rua principal, quando avistou Katarina descendo do carro com um homem?!
De início, pensou que tinha se confundido e esfregou os olhos para ver melhor.
Não, era ela mesma!
Em plena luz do dia, sob o céu aberto, ela ousava andar de mãos dadas com outro homem, marcando um encontro amoroso?
De onde vinha tanta ousadia?!
Será que ela não lembrava de quem era? Tinha coragem de trair Renan assim, pelas costas?!
O motorista não aguentou e o alertou: "Sr. Branco, não é permitido estacionar aqui."
"Cale a boca!" Jeferson, indignado por Renan, não conseguia se conter. "Katarina, que mulher sem vergonha!"
"Espere, vou chamar Renan para flagrar vocês agora mesmo."
Murmurando para si mesmo, apressou-se a pegar o celular, tirou uma foto e, imediatamente, enviou para Renan.
Com uma prova tão clara, Renan certamente pediria o divórcio e a expulsaria de casa!
O título de Sra. Jardim nunca seria dela!
Depois de deixar Ângela no set, Renan voltou para a empresa.
Mal entrou no escritório, recebeu a foto enviada por Jeferson; antes mesmo de abri-la, já chegou outra mensagem dele.
"Renan, viu isso? Katarina, essa mulher infiel, está passeando de mãos dadas com outro homem pelas suas costas."
Renan franziu a testa e abriu a foto.
A imagem estava nítida: Katarina sorria radiante. Quanto ao homem…
Luciano?
Mesmo após cinco anos sem vê-lo, aquele rosto ainda lhe era familiar, marcante.
O dono logo entendeu e perguntou: "Querem um com o rosto de vocês?"
"Pode ser?" Luciano repetiu a pergunta.
O homem assentiu: "Posso sim, mas vai demorar um pouco."
Katarina nunca tinha comprado um doce modelado com o próprio rosto, mas vendo o entusiasmo de Luciano, quis agradá-lo.
Disse ao dono: "Não tem problema, estamos sem pressa."
O homem respondeu com disposição: "Tá certo, podem dar uma volta e voltar mais tarde para buscar."
Katarina pensou que ele precisaria deles ali para referência, mas parecia que não era necessário.
"Senhor, vai lembrar de como a gente é?"
Ele bateu no peito com orgulho: "Tenho memória fotográfica, vocês vão ver quando voltarem."
Com uma confiança dessas, era fácil imaginar que ele era realmente um mestre no que fazia.

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