"Eu nem teria coragem de deixar um fio de cabelo dela cair, como ele ousou?!"
Emerson conseguia compreender seu estado de espírito e logo informou:
"Senhorzinho, já descobri tudo aquilo que o senhor pediu para eu investigar."
"Seu pai adotivo e seu irmão adotivo acumularam uma dívida de cinco milhões, trezentos e cinquenta mil reais só de capital, com os juros, chega perto de dez milhões."
Ao ouvir isso, Luciano reprimiu um pouco seu ódio e respondeu friamente:
"Todos os credores foram localizados?"
"Foram, sim."
"Sabe o que fazer?" O olhar de Luciano trazia um sorriso arrepiante.
Emerson compreendeu:
"Entendi."
"E a irmã, está com aquele homem?" Luciano perguntou de repente.
Emerson quase tinha esquecido desse assunto, então respondeu honestamente:
"Parece que a Srta. Katarina se mudou da Vila Auréola."
Luciano ainda não sabia disso, seu olhar endureceu ao perguntar:
"Quando isso aconteceu?"
"Já faz alguns dias", respondeu Emerson.
"Por que não me avisou antes?" Luciano reclamou, descontente.
Algo tão importante, e ele só estava sabendo agora.
Emerson, sentindo-se profundamente culpado, abaixou a cabeça para responder:
"As pessoas que mandei investigar só agora me trouxeram a informação."
"Além disso, há outra coisa, não sei se o senhor já está sabendo."
Luciano já estava irritado, e aquela hesitação só aumentou seu mau humor:
"Sr. Simões, desde quando você ficou assim tão enrolado?"
Foi só alguns dias atrás que Emerson soube por Luciano que, afinal, Katarina era a esposa secreta de Renan.
Mas, na prática, a relação deles não era tão apaixonada quanto imaginavam.
Emerson só pôde contar a verdade:
"Acredito que a Srta. Katarina tenha deixado a Vila Auréola por causa disso."
"Quem ele pensa que é para trair minha irmã?" Luciano cerrou os punhos, o rosto tomado pela fúria.
"Apenas minha irmã pode rejeitá-lo."
"Ele merece morrer!"
Emerson sabia que Luciano era capaz de qualquer coisa, então tentou aconselhá-lo:
"Senhorzinho, a Família Jardim não é fácil de enfrentar, não podemos agir contra ele por enquanto."
De repente, Luciano soltou uma risada:
"Eu não vou matá-lo."
"Não posso deixar minha irmã viúva, isso traria má sorte."
Seu olhar se voltou para Emerson.
Emerson não ousava encará-lo nos olhos. Quanto mais Luciano sorria daquele jeito radiante, mais perigoso ficava — e mais gente acabava morta.
Afinal, não era a primeira vez que algo assim acontecia.

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