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Quando Perder a Luz romance Capítulo 122

"Eu nem teria coragem de deixar um fio de cabelo dela cair, como ele ousou?!"

Emerson conseguia compreender seu estado de espírito e logo informou:

"Senhorzinho, já descobri tudo aquilo que o senhor pediu para eu investigar."

"Seu pai adotivo e seu irmão adotivo acumularam uma dívida de cinco milhões, trezentos e cinquenta mil reais só de capital, com os juros, chega perto de dez milhões."

Ao ouvir isso, Luciano reprimiu um pouco seu ódio e respondeu friamente:

"Todos os credores foram localizados?"

"Foram, sim."

"Sabe o que fazer?" O olhar de Luciano trazia um sorriso arrepiante.

Emerson compreendeu:

"Entendi."

"E a irmã, está com aquele homem?" Luciano perguntou de repente.

Emerson quase tinha esquecido desse assunto, então respondeu honestamente:

"Parece que a Srta. Katarina se mudou da Vila Auréola."

Luciano ainda não sabia disso, seu olhar endureceu ao perguntar:

"Quando isso aconteceu?"

"Já faz alguns dias", respondeu Emerson.

"Por que não me avisou antes?" Luciano reclamou, descontente.

Algo tão importante, e ele só estava sabendo agora.

Emerson, sentindo-se profundamente culpado, abaixou a cabeça para responder:

"As pessoas que mandei investigar só agora me trouxeram a informação."

"Além disso, há outra coisa, não sei se o senhor já está sabendo."

Luciano já estava irritado, e aquela hesitação só aumentou seu mau humor:

"Sr. Simões, desde quando você ficou assim tão enrolado?"

Foi só alguns dias atrás que Emerson soube por Luciano que, afinal, Katarina era a esposa secreta de Renan.

Mas, na prática, a relação deles não era tão apaixonada quanto imaginavam.

Emerson só pôde contar a verdade:

"Acredito que a Srta. Katarina tenha deixado a Vila Auréola por causa disso."

"Quem ele pensa que é para trair minha irmã?" Luciano cerrou os punhos, o rosto tomado pela fúria.

"Apenas minha irmã pode rejeitá-lo."

"Ele merece morrer!"

Emerson sabia que Luciano era capaz de qualquer coisa, então tentou aconselhá-lo:

"Senhorzinho, a Família Jardim não é fácil de enfrentar, não podemos agir contra ele por enquanto."

De repente, Luciano soltou uma risada:

"Eu não vou matá-lo."

"Não posso deixar minha irmã viúva, isso traria má sorte."

Seu olhar se voltou para Emerson.

Emerson não ousava encará-lo nos olhos. Quanto mais Luciano sorria daquele jeito radiante, mais perigoso ficava — e mais gente acabava morta.

Afinal, não era a primeira vez que algo assim acontecia.

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