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Quando Perder a Luz romance Capítulo 34

Aquele cafajeste claramente não queria deixá-la ter um dia de paz.

Katarina se arrumou rapidamente e saiu de casa. Antes de ir, mandou uma mensagem para Alice avisando que havia muitos documentos a organizar, e que nem sabia a que horas conseguiria voltar.

Mal havia estacionado no pátio da empresa, cruzou com Ângela.

Ao ver Katarina, Ângela logo chamou a assistente:

"Rápido, pegue os meus doces de goiaba."

"Daqui a pouco, distribua duas caixas para cada departamento. Considere como se fosse um agrado do Renan para toda a equipe."

Temendo que Katarina não ouvisse, ela ainda fez questão de levantar a voz.

A assistente, carregando dois sacos pesados, seguiu atrás de Ângela. Juntas, elas entraram no elevador, com Ângela equilibrando seus saltos altíssimos ao lado de Katarina.

"Diretora Serpa, você não quer levar duas caixas também?" perguntou Ângela, fingindo gentileza.

Katarina não se interessava por doces de goiaba, mas não podia deixar de pensar nos sentimentos dos outros colegas do departamento.

"Prefiro que a Srta. Paes leve pessoalmente," respondeu Katarina com calma. "Afinal, só assim sua consideração por todos será realmente sentida."

Ângela, com um ar orgulhoso, replicou:

"Você tem razão, afinal estou representando o Renan. Somente indo pessoalmente conseguirei transmitir o carinho dele para cada um."

A cada frase, mencionava o nome de Renan, deixando claro para Katarina quem ela queria marcar território.

Katarina já não se importava. Mesmo que Ângela o chamasse de marido, não seria nada surpreendente.

Vai ver, era assim que se tratavam em particular.

O elevador logo chegou ao andar do setor financeiro. Ângela fez questão de lembrá-la:

"Diretora Serpa, é aqui que você desce."

"Eu ainda preciso subir para encontrar o Renan." Não resistiu à tentação de se exibir, o sorriso estampado de satisfação.

Katarina, gentil, ainda a alertou:

"Você pegou o elevador errado, este não vai até a sala da presidência."

Havia vários elevadores no estacionamento, mas Ângela insistira em pegar justamente o mesmo que ela.

Ângela já tinha conseguido o que queria: chamar a atenção de Katarina.

No fim das contas, não ser tão boazinha podia ser muito mais divertido.

Enquanto caminhava pelo corredor em direção à sala, Katarina cruzou com duas funcionárias que, andando de cabeça baixa, cochichavam:

"Será que falar mal do chefe pelas costas é motivo de demissão? As regras da empresa são tão rígidas assim?"

"Ouvi dizer que foi o presidente que flagrou."

"Foi ele que as demitiu?"

"Quem mais poderia ser?"

"Eu achei que fosse aquela diretora do financeiro."

Quando levantaram os olhos, deram de cara com Katarina.

Elas empalideceram e se apressaram em cumprimentá-la:

"Diretora Serpa."

Todos trabalhavam no mesmo andar, claro que a reconheceriam.

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