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Quando Perder a Luz romance Capítulo 8

Renan conteve a raiva e mais uma vez retirou o pedido de demissão dela.

Ele pegou o celular, querendo entrar em contato com ela, mas resistiu ao impulso.

Afinal, aquilo não passava de uma tática dela para chamar sua atenção; se ele a levasse a sério, não estaria simplesmente fazendo o jogo dela?

No fim da tarde, Katarina, ainda meio sonolenta, foi acordada pelo toque do telefone.

Alice pediu para ela entregar um documento, que estava na sua escrivaninha, para o endereço da suíte 1206 do ‘CLUBE BRISA’.

O ‘CLUBE BRISA’ era uma das casas de entretenimento mais conhecidas de Cidade Céu. Será que Alice sempre recebia clientes em lugares assim?

Depois de descansar, Katarina se sentiu bem melhor.

Pegou o documento e dirigiu até o ‘CLUBE BRISA’.

O estacionamento estava lotado de carros de luxo, típico de um dos clubes mais exclusivos de Cidade Céu.

Apesar de viver em Cidade Céu, ela só havia estado ali uma vez, na companhia da própria Alice.

Para entrar no ‘CLUBE BRISA’, era obrigatório ter um cartão VIP do clube ou informar o contato do portador do cartão.

Katarina informou o contato de Alice aos funcionários, e só depois que Alice confirmou pessoalmente, ela foi convidada a entrar.

A suíte 1206 ficava logo à frente.

Ela bateu na porta antes de entrar.

No instante seguinte, cinco ou seis pares de olhos se voltaram para ela ao mesmo tempo.

"Katarina?" O homem de terno branco casual foi o primeiro a reconhecê-la.

Jeferson Branco, grande amigo de Renan.

Claro, Renan também estava presente, como não poderia faltar em uma ocasião dessas.

Ele parecia calmo, mas seu olhar sombrio estava fixo nela.

"Katarina, o que você está fazendo aqui?" Ângela também estava ali, sentada ao lado de Renan, tão próxima que quase se apoiava no peito dele.

Jeferson olhou para Renan, brincando: "Renan, foi você quem a chamou, não foi?"

O médico havia sido claro: nada de cigarro ou álcool, pois prejudicaria muito seus olhos.

Ao ver que ela não colaborava, Jeferson, descontente, pediu apoio a Renan: "Renan, diga alguma coisa."

Renan pousou a taça com frieza, fitando a mulher que alegava estar doente, mas acabou aparecendo ali.

Era difícil não suspeitar que a doença dela fosse uma desculpa e que, na verdade, ela estivesse o seguindo.

Como diretora financeira da empresa, largar tarefas importantes para ficar de olho nele era mesmo inaceitável.

"Todos aqui são convidados de honra da empresa, cumprimente cada um deles com um brinde." Ordenou com indiferença.

Jeferson levantou as mãos, concordando: "Ótimo, está decidido."

Ele rapidamente serviu uma taça de vinho tinto e a estendeu para Katarina. Instintivamente, ela olhou para Renan.

Mas a indiferença e o olhar frio dele deixaram claro sua posição.

Aquela taça, ela teria que beber de qualquer jeito.

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