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Que Tal Ser Uma Herdeira? romance Capítulo 1

— Lívia Barbosa, vamos terminar. Acontece que eu sou um Senhor da grande família Moreira da Capital. Você, uma simples curandeira do campo, já não é mais digna de mim.

Lívia atendeu ao telefonema de seu namorado, Lucas Duarte... não, agora Lucas Moreira.

Ela estava prestes a lhe contar que era a verdadeira herdeira perdida da nobre família Barbosa, quando ouviu o que ele tinha a dizer.

Como assim, uma simples curandeira? Indigna?

Por favor, suas ervas valiam uma fortuna, procuradas a peso de ouro por inúmeras famílias nobres e ricas!

Quantas vezes seus remédios não haviam sido leiloados na maior casa de leilões da Capital!

E ele ousava dizer que ela não era digna?!

— Com meu status atual de Senhor de uma família nobre, é certo que no futuro terei de me casar com uma herdeira do mesmo nível. Mas, em consideração aos dois meses que passamos juntos, posso deixar meu desprezo de lado. Antes do meu casamento arranjado, permitirei que continue comigo. E mesmo depois, posso continuar a sustentá-la como minha amante...

Lívia não conseguiu conter sua raiva e o xingou:

— Idiota! Se quer terminar, terminamos. Pode ir e não volte mais!

Dito isso, ela desligou o telefone.

O belo homem à sua frente, que aguardava uma resposta, ergueu uma sobrancelha e olhou para ela.

— O que foi? Agora que você é a herdeira da nobre família Barbosa da Capital, acabou de levar um fora?

Lívia ergueu a cabeça e deu ao homem um sorriso radiante.

— Que coincidência. Ele também disse que era um Senhor de uma família nobre da Capital e que eu não era digna dele.

Nesse ponto, ela questionou:

— A propósito, essa história de Senhores e Senhoritas de famílias nobres não seria o novo truque de alguma organização de vigaristas?

O belo homem hesitou por um instante e depois sorriu.

— Claro que não. Você é, de fato, a verdadeira herdeira da nobre família Barbosa da Capital.

Lívia murmurou um "ah".

Ela pousou o cesto que carregava nas costas e sentou-se em uma cadeira, começando a organizar as ervas que acabara de colher.

— Então, quem é você? E por que veio me procurar em vez dos meus pais biológicos?

O belo homem observou a humilde casa de barro com paredes nuas e, em seguida, examinou a mulher sentada de forma despojada na cadeira.

— Se tudo correr como o esperado, em breve serei seu noivo. Sou Magnus Ferreira, o Grande Senhor da Família Ferreira da Capital.

Lívia quase caiu da cadeira.

Ela olhou para o belo homem, incrédula.

— O quê? Noivo?

— Exato. Mas, como pode ver, agora sou um inválido. Fiquei assim no mês passado. — Magnus, sentado em sua cadeira de rodas, apontou para as próprias pernas e sorriu com resignação.

— Ah, estou vendo. E o que isso tem a ver com sua visita de hoje? — Lívia disse, e de repente, tudo fez sentido. — Não me diga que eu sou a verdadeira herdeira da família Barbosa, meus pais biológicos planejam me levar de volta para casa e me fazer casar com você?

Lívia bufou.

— É claro. Sofrer por alguém que não vale a pena é um desperdício de tempo e energia.

Ela só havia começado a namorar Lucas por um motivo específico.

Dois anos antes, ela salvara a vida dele por acaso.

Desde então, Lucas a perseguiu incansavelmente, insistindo em retribuir o favor com um casamento.

Ela observou sua persistência por dois anos, sua aparência de devoção inabalável, como se não pudesse se casar com nenhuma outra.

Ele não parecia ter grandes defeitos.

Lívia pensou que ter um homem por perto não só a ajudaria a cuidar de seu jardim de ervas, mas também afastaria o assédio de outros homens.

Por isso, ela finalmente concordou.

Quem diria que, ao se tornar um Senhor de família nobre, Lucas mudaria da água para o vinho.

Magnus sorriu.

— Comigo é o mesmo. Uma mulher desprezível. Melhor não me casar com ela.

Ele e Beatriz Barbosa nunca tiveram sentimentos um pelo outro.

O noivado anterior fora apenas um arranjo de seu avô, por considerações de uma aliança comercial.

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