Haroldo continuou: — Enzo, você só precisa fazer Magnus saber que você soltou Pedro, mas podemos arranjar um jeito de ele não voltar para as mãos de Magnus. Em vez disso, podemos entregar esse favor ao Sr. Marques.
Ao ouvir isso, Enzo rapidamente entendeu a intenção de Haroldo.
Após refletir por um momento, achou que fazia sentido e ordenou: — Faça como você disse, mas a prioridade absoluta é garantir que minha irmã seja resgatada.
Haroldo garantiu: — Pode ficar tranquilo, Enzo. Eu cuidarei de tudo perfeitamente.
…
A conversa entre Magnus e Enzo foi ouvida integralmente por Lívia.
Naquele momento, Lívia estava concentrada, aplicando as agulhas com movimentos firmes e contínuos. — Enzo já deve ter adivinhado que foi você quem sequestrou a irmã dele. Ele deve estar furioso agora. Mas será que ele realmente não se importaria com a vida da própria irmã para te derrotar?
Magnus guardou o celular com uma expressão calma e disse: — Se fosse uma situação de extremo perigo, em que ele precisasse sacrificar a vida da irmã para salvar a sua, talvez ele a abandonasse sem hesitar para se proteger. Mas apenas para tirar a minha vida, acho que ele ainda não chegou a esse ponto de crueldade.
Ao ouvir isso, Lívia não pôde deixar de rir. — Esse seu "ainda" é bem prudente.
Dizendo isso, ela guardou o estojo de agulhas.
Vendo que Lívia havia parado o procedimento, Magnus perguntou, confuso: — Por que parou?
Ele a observara aplicar as agulhas por mais de meio mês e já sabia de cor quantas agulhas eram necessárias e onde cada uma era inserida.
Hoje, o número de agulhas era visivelmente menor.
Lívia explicou: — Sua perna foi ferida por um impacto externo, que causou uma fratura devido ao choque nos tecidos e ossos. Normalmente, após a fixação do osso, de três a seis meses de recuperação seriam suficientes. No entanto, além da fratura, seus músculos e tendões foram injetados com uma droga necrosante. Nenhuma outra pessoa conseguiria tratar essa sua perna.
Essas palavras fizeram Magnus se lembrar de quando sua perna foi quebrada.
Seu pai, Uriel Ferreira, se desdobrou para encontrar os melhores médicos para ele, mas a conclusão final foi sempre que sua perna não tinha cura.


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