Ele odiava aquela atitude eternamente calma e serena de Magnus.
— Chega, Magnus. Não perca seu tempo com ele. Um sujeito que não tem ninguém que o ame não entenderia nada disso. — Disse Lívia com um tom de zombaria.
Em seguida, Lívia continuou a expulsá-los sem piedade.
— Já disse que vocês não são bem-vindos aqui. Então, sumam.
Diante da ordem de Lívia, Tomás claramente não pretendia sair facilmente.
Ele colocou as mãos na cintura, com uma atitude desafiadora, e gritou.
— Nós não vamos sair. O que você vai fazer...?
No entanto, antes que pudesse terminar a frase, sentiu uma dor aguda no pescoço, como se algo o tivesse perfurado.
Ele nem teve tempo de reagir.
Seu corpo inteiro começou a convulsionar como se estivesse sofrendo um choque elétrico.
Ele caiu no chão, impotente, espumando pela boca, uma visão patética.
Flávio reconheceu imediatamente os sintomas de Tomás.
Eram idênticos ao que ele havia visto na casa da família Barbosa!
Aquela Lívia, como sempre, era sinistra!
Lívia, como se nada tivesse acontecido, tocou a agulha de prata que segurava entre os dedos.
— Flávio, se você não for embora, pode acabar se contorcendo como esse cachorro ao seu lado.
Sua voz era calma, mas carregada de ameaça.
— Eu não me importaria de gravar um vídeo e postar na internet, para você ficar famoso de novo.
Ao ouvir as palavras de Lívia, o rosto de Flávio ficou tenso.
Ele olhou para Tomás, caído no chão, depois para Lívia e, finalmente, decidiu se virar e sair com seus seguranças.
— Ei, Flávio, não vai levar seu cachorro? — Gritou Lívia para as costas dele.
Flávio não respondeu.
Apenas desceu as escadas a passos largos e foi embora sem olhar para trás.

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