[Lucas, cansei de fingir. Vou te dizer a verdade: eu não sou a Lívia. Quem esteve conversando com você todo esse tempo fui eu, Luana.]
[Sabe quem é Luana, né? Eu só estava ajudando minha prima a lidar com a sua insistência.]
[Se você tiver um pingo de noção, pare de importunar minha prima.]
A resposta veio rapidamente do outro lado.
[...]
As reticências eram suficientes para expressar o estado de espírito de Lucas naquele momento.
[Você de novo, Luana! Você me chama de assombração, mas você também não larga do meu pé! Foi você que armou para me extorquir da última vez!]
[Seu comportamento me faz suspeitar. Você não teria más intenções comigo, teria? Será que você gosta de mim e, por isso, tenta de todas as formas arruinar meus relacionamentos?]
Luana fez uma careta ao ler as palavras de Lucas.
[Quem em sã consciência gostaria de um homem com essa sua confiança delirante? Eu só não suporto ex-namorados grudentos como você! E você ainda está importunando a prima que eu tanto admiro!]
[Enfim, eu já te disse. Fui eu que conversei com você todo esse tempo, então você não tem a menor chance com a minha prima. Desista!]
Lucas não respondeu mais.
Quando Luana tentou enviar outra mensagem, um ponto de exclamação vermelho apareceu.
Que audácia!
Lucas a havia bloqueado!
Luana rangeu os dentes.
Como esse Lucas conseguia ser tão grudento, como um carrapato?
Luana havia prometido à prima que não deixaria Lucas importuná-la mais.
Então, ela pediu a alguém que conseguisse o contato da filha mais velha da família Moreira, Cláudia Moreira, e ligou para ela às oito da manhã do dia seguinte.
— Srta. Moreira? Sou eu, Luana.
— Luana? Que surpresa. Não nos conhecemos, certo? O que deseja?
— Você sabe que seu irmão namorou minha prima, não sabe?



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