Marta ficou sem palavras, mas rapidamente retrucou:
— Mesmo que seu pai te perdoe, eu jamais te perdoarei!
Dito isso, ela entrou em seu carro, cheia de rancor, e partiu novamente para o Segundo Hospital.
Clarice não a seguiu desta vez.
Ela voltou para seu carro, respirou fundo várias vezes e olhou para o conjunto de dispositivos de defesa pessoal que Lívia lhe dera.
Ela ajustou o relógio em seu pulso direito e, tentando acalmar suas emoções, ligou para Lívia.
...
Nesse momento, Lívia acabara de sair da Estrela Mídia e estava no Grupo Ferreira para a fase final do tratamento de Magnus.
Os dois também estavam conversando sobre o caso de Yago.
Ao ver a ligação de Clarice, Lívia inseriu com precisão uma agulha de prata em um ponto de acupuntura no joelho de Magnus, antes de atender a chamada no viva-voz.
— Yago está morto.
Clarice foi direto ao ponto.
Magnus, que estava em sua cadeira de rodas observando os dedos ágeis de Lívia, ergueu o olhar para o rosto cada vez mais pálido dela ao ouvir as palavras.
Lívia não demonstrou nenhuma mudança de expressão ao ouvir a notícia.
Com calma, ela pegou outra agulha de prata de sua bolsa e a inseriu em outro ponto de acupuntura ao redor do joelho.
Ela respondeu com um "hum" e perguntou casualmente:
— Como ele morreu?
É claro que ela sabia como Yago havia morrido.
A pergunta era uma precaução para não ser pega em uma armadilha.
Lívia não desconfiava de Clarice, mas não podia descartar a possibilidade de que Clarice estivesse sendo ameaçada ou que seu telefone estivesse grampeado.
Clarice ficou em silêncio por um momento antes de dizer:


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