"O QUE ESTÁ FAZENDO?!" Zavala o empurrou para o lado, seus lábios tremendo com a repercussão do que ele acabara de fazer a ela.
Este era Aquiles Foster, seu cunhado!
Não importava o que o havia compelido a agir dessa maneira, ainda era errado!
Aquiles agarrou Zavala pelo ombro e instintivamente a empurrou até que ela estava encostada na parede.
"O-o que," ela gaguejou, tremendo enquanto ele colocava a mão ao lado dela contra a parede, deixando-a sem uma rota de fuga.
"Olhe bem para o meu rosto", ele rugiu, olhando para ela com os punhos cerrados.
Como se não bastasse ter mantido o rosto calmo durante o jantar, ela ainda teve a audácia de fingir que não o conhecia.
Zavala lutou para olhar em seus profundos olhos azuis tempestuosos e instantaneamente mergulhou nas lembranças da noite passada.
As palavras pararam em sua garganta. Ela não conseguia formular frases coerentes.
A pessoa com quem ela se envolveu casualmente na última noite era seu cunhado.
Calafrios percorreram sua espinha, assim como o medo. Mas também sentiu a euforia extática de estar perto do homem que a fez se sentir bem.
Não era à toa que ela havia notado ele naquela noite.
Mas ainda assim, era inconsequente.
Eles não podiam se apegar aos fragmentos da noite passada. Ambos estavam bêbados e era só isso. Não importava o quão atraente ele fosse, ela não podia permitir que sua mente fosse além.
Esta era a vida real. Não um maldito drama da Netflix!
"Lembro-me!" Ela gritou, usando toda a coragem que podia reunir para olhar nos olhos dele ousadamente.
Os mesmos olhos diante dos quais ela havia tremido na noite passada.
"Eu... Eu causei um incômodo e acabamos fazendo sexo", disse ela, mordendo nervosamente o lábio inferior, ciente dos olhos condescendentes dele a observando. "Mas você precisa esquecer isso", ela disse.
Aquiles se afastou, ciente da situação de ambos.
Eles eram parentes por casamento.
Interação sexual estava fora de cogitação. Mas ainda assim... doía nele saber que a noite passada não significou nada para ela.
Se ele não tivesse corrido atrás dela, ela o reconheceria?
Aquiles riu amargamente.
Ele deveria ter imaginado.
Mulheres do tipo dela fingiam ser as mais puras, mas na realidade, eram traidoras e nada além de fraudes.
Aquiles lançou um olhar a ela, notando seu olhar perplexo e isso o enfureceu.
Mesmo nessa situação, ela ainda estava se fazendo de inocente. Era repugnante.
Então ele a agarrou pela frente do vestido e a puxou para que enfrentasse ele.
"Você, você é patética." Ele rosnou, "Você tem um marido decente. Você deveria estar feliz, mas vai ao quarto de um estranho para transar?!"
Zavala estremeceu sob o olhar dele, gemendo silenciosamente.
"É ainda mais repugnante quando você faz uma cara inocente assim", ele rosnou.
"Me desculpe", ela disse baixinho, "Você não pode dizer uma palavra sobre isso para o meu marido. Apenas esqueça que isso aconteceu. Eu não lembro muito de qualquer maneira, e além disso, eu não sou bonita. A noite passada não será memorável para você de qualquer forma."
Aquilhes estava atordoado.
Esta mulher... ela era estúpida ou simplesmente idiota?!
Se a noite passada não fosse memorável para ele, ele se incomodaria em procurá-la depois que ela deixasse um bilhete incômodo?
Por que ele reviveria cada momento do amor feito entre eles em sua cabeça, ao ponto dele não conseguir pensar direito ao longo do dia?
Por que ele lembraria como os olhos dela eram e a maneira como ela implorou para ele fazer amor com ela?
Por que ele inconscientemente a comparava com a esposa dele?
Por quê?!
Ela havia inflamado mil cordas de paixão dentro dele. Como ela ousava não, ao menos, assumir a responsabilidade por isso? Em vez disso, ela estava dizendo para ele esquecer. Já era tarde demais para isso.
"Eu imploro Aquilhes, por favor esqueça a noite passada", disse Zavala, com os olhos se enchendo de lágrimas.
Aquilhes apertou os punhos pela centésima vez para manter sua raiva e autocontrole de explodir.
"Você usou de mim", ele disse com os dentes cerrados, "Eu nunca vou esquecer disso."
Zavala não respondeu. Ela não tinha resposta para isso, já que tinha se aproveitado dele sem ter a intenção.
"Me dê seu número", ele exigiu com os olhos escurecendo. Aqueles olhos sugavam o fôlego dela.
"Hã?"
Zavala congelou, surpresa com aquela réplica. Não era isso que ela esperava ouvir de Aquiles.
"Está surda? Eu disse para me dar o seu número. Não vou deixar o que você fez passar, então é melhor atender a minha ligação sempre que eu te ligar ou vai ter que conversar sobre isso com seu marido."
Foi tudo que precisou para Zavala lhe dar seu número e Aquiles pôde ver por seu comportamento o quanto esse pequeno segredo significava para ela, então fez uma nota mental de tirar vantagem de todos os aspectos disso.
Uma vez que terminou de coletar o número dela, ele voltou para a entrada onde seu pai estava desejando boa noite a Leslie e Madison.
"Vocês duas já terminaram?" Ele disse a Madison e Leslie, "Vamos rápido, eu tenho trabalho a fazer."
Christopher riu levemente. Seu filho estava um pouco obcecado com o trabalho agora, mas ele havia arrumado um tempinho para jantar com ele e sua esposa. Ele não deveria reclamar disso.
"Bem, então, boa noite crianças. Eu me diverti conversando com todos vocês."
Aquiles assentiu firmemente e quando estava prestes a se virar para sair, ele viu Yales parado à porta, observando-o.
Aquiles encarou de volta o seu irmão, nenhum dos dois disse uma palavra ao outro. Havia relâmpagos entre os olhares deles.
Sempre houve tensão entre eles e à medida que cresceram, ela aumentou. Mas Aquiles pouco se importava com isso.
Agora, o que ele sentia pelo seu irmão de criação era simpatia, por várias razões.

VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Querida, não pode fugir de mim