Os dois não aparentavam ter qualquer relação em particular.
Seria só por causa do David?
Ele não ligou para o próprio risco e foi salvá-la só por causa do David?
Ela devolveu o celular à Joana e começou a olhar pela janela a aglomeração no trânsito; não tão longe, havia um grande shopping: — Joana, vamos comer algo antes de ir.
— Claro.
O carro mudou de faixa, virando e entrando no estacionamento no subsolo do shopping.
As lesões de Helena melhoraram muito depois de medicadas, mas o atrito ainda a machucava muito quando se mexia.
Saindo do estacionamento subsolo, ela apertou o botão para o primeiro piso.
— Não era o restaurante que ficava no terceiro piso? — Perguntou a Joana, surpresa.
A porta do elevador abriu e ela puxou a Joana, saindo na frente: — Quero comprar um presente para ele como forma de agradecimento.
Joana apenas fez um gesto com a cabeça: — Deveria mesmo.
Julia acompanhou as duas nem tão perto nem tão de longe.
Ela ficava olhando confusa as lojas de grife sem saber direito o que faltava para Enzo.
Logo escolheu um item customizável numa loja.
Enquanto esperava a fabricação ser finalizada, a Joana avisou que faria a checagem das lojas filiais da Joalheria Queiroz e logo a encontraria de novo.
— Julia, fique aqui nos esperando; eu vou dar uma volta também. — Helena já não aguentava mais de tédio.
Vendo que a Julia acenou que sim, ela foi para a loja de cristais do lado para ver um pouco e comprou um fofinho anjinho feito de cristal rosa.
Quando saiu da loja, viu dois indivíduos com portes físicos iguais passando bem na sua frente.
Enquanto eles dois andavam sorridentes, pôde notar seus perfis de perto, sendo perfeitamente iguais aos dos soldados que tinha visto quando ficou na base da força aérea no outro dia.
Assim que ouviu os gritos da Julia atrás dela, os pés de Helena já os seguiam apressadamente por fora de seu controle.
Ela andou atrás deles até saírem do shopping e entrarem na Casa Gourmet, que estava do outro lado.
— Esperem aí... — Ela os acompanhou para o salão da sala reservada.
— Estão de volta?
— Já é tarde...
O barulho das conversas sumiu imediatamente quando ela entrou no salão. Como retorno, obteve o choque e a incompreensão daqueles olhares fixos na mesma direção.
— Não, eu estou bem, acho que entrei no salão errado. — Helena já procurava a saída sem jeito.
Logo alguém trombou um pouquinho nela por trás.
Foi a Julia ofegante depois da pequena caminhada apressada: — Por quem você corria, senhorita? Fique mais atenta às suas feridas.
Helena sentiu tanta vergonha na hora, querendo enfiar a própria cabeça num buraco na terra. Quando ela finalmente virou o rosto, a aura assassina do Enzo com os seus olhos escuros emanou como a noite.
— Queria dizer alguma coisa aos nossos guerreiros ali, não era? — O homem começou a falar de novo: — A menina já é familiar ao Terceiro; diz lá o que foi, quem sabe também podemos tentar dar um jeito ali.
Essas palavras acenderam uma pequena luz naquele poço obscuro dentro da cabeça de Helena e a puseram frente aos rostos daqueles soldados; afinal de contas, ela tinha muita vontade de perguntar coisas a eles sobre aquele acidente naquela época.
Enzo apenas levantou logo dali e veio na direção dela; o seu olhar já tinha obscurecido de maneira ameaçadora: — Vamos lá fora.
Ela assentiu em concordância, como se não pudesse recusar.
— Espera, professor. Já sei o motivo dessa senhora ter começado a ir atrás de nós de longe.
— Tinha sido você e o Oficial Souza que foram visitar a gente, não é verdade?
— Querendo falar daquele assunto de dois anos atrás?
Helena recuou depressa ao escutar e pôde vislumbrar até um pingo de luminosidade ao redor dos seus olhos: — Sim! E o que foi que aconteceu naquela época?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Rainha dos Chips: Ex-marido não tem valor
Vai atualizar?...
Libera os capítulos grátis!...
Não vão atualizar? Liberar mais capítulos gratuitos?...