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Rainha dos Chips: Ex-marido não tem valor romance Capítulo 396

Ela cedeu, e levantou a mão para desabotoar a camisa dele.

Seus dedos tremeram de timidez ao tocar a pele dele. Uma onda de calor subiu por seu peito, deixando seu rosto completamente corado. Com muito custo, conseguiu desabotoá-lo, mas a timidez a impediu de continuar. Ela saltou do colo dele. — Troque você mesmo.

Helena sentou-se apressadamente na poltrona de couro ao lado e virou o rosto para não olhá-lo.

Enzo, sentado no sofá, trocou de roupa rapidamente, o olhar escuro sempre voltado para Helena.

Ela usava um terno de secretária preto, encharcado e grudado ao corpo, ressaltando o pescoço pálido que agora estava com um tom leve de rosa. As mãos delicadas e claras apertavam a barra da saia com força, o corpo tremia um pouco. Ela parecia muito frágil e abatida por conta da chuva.

O olhar dele escureceu ainda mais.

— Pronto.

Helena olhou para trás quando ouviu a voz grave dele atrás de si.

Um terno preto limpo, o paletó levemente aberto mostrando a camisa branca, vestido com precisão rigorosa, o que o deixava ainda mais nobre e bonito. Ele estava com os olhos fechados, os lábios ligeiramente entreabertos. — Estamos quase chegando.

Era um aviso para que ela andasse logo.

Helena rapidamente tirou o casaco e abriu o zíper da saia. Quando pegou a roupa, percebeu que havia até roupas íntimas prontas ali.

O rosto dela corou instantaneamente.

Essa roupa foi preparada antes, ou...

Por que sentia que ele havia previsto que ela viria, que ela se molharia, que precisaria de roupas...

Impossível, ele devia ter arranjado agorinha mesmo.

O olhar dela perdeu um pouco do brilho, e ela se trocou rapidamente.

O carro havia chegado.

A voz de Rui soou do lado de fora da janela: — Chefe, chegamos.

Helena abriu a porta do carro primeiro, e só então ele abriu os olhos.

— Chefe, só faltam dois minutos! — Rui disse nervoso.

Enzo olhou para ela nesse momento, estendendo a mão.

Ela segurou a mão dele, e ele imediatamente entrelaçou os dedos.

Enquanto Arthur ouvia Morton se preparar para solicitar um mandado de prisão ao juiz alegando que Enzo havia desacatado o tribunal, passos apressados soaram vindos da porta.

No momento em que os dois entraram com os dedos entrelaçados, o coração dele apertou de dor.

Helena...

Durante o recesso do tribunal, Arthur suprimiu a dor no peito e mandou Matheus repassar um recado para ela.

Dez minutos depois.

Ele a encontrou em uma sala de descanso isolada.

— Arthur, se quer que o acordo seja assinado primeiro para sua segurança, não deve haver problema. — Ela falou com seriedade.

Ele olhou para os olhos escuros e o rosto bonito dela.

Arthur quis abraçá-la e beijar sua boca pequena e macia. Ele dirigiu o olhar direto para os lábios dela: — Helena...

Mas a razão o obrigou a se controlar.

Ele pegou o celular, abriu um vídeo e observou os olhos dela focarem na tela, em choque, o rosto ficando cada vez mais pálido. Arthur disse baixinho: — O nome da Dona é Meire Valente, e ela está vivendo na Villa Valente.

— Tudo foi uma mentira.

— Ele se aproximou de você desde o começo só para te roubar de mim.

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