Ao ouvir aquelas palavras, Helena ficou surpresa e o olhou com curiosidade.
Não houve tempo para analisar e não era o que ela queria fazer.
Pois ele era o real salvador dela.
Se quisesse mesmo ela, não era preciso fazer nada disso.
Helena assentiu: — Não acreditaria.
Vendo a obediência dela tal como a de uma criança, Enzo levantou o canto do lábio e de leve amassou o rosto bonito dela. — Fora o abraço, o que ele mais fez com você?
— Hã?
Helena abriu a boca no mais puro choque e encarou ele, ainda atônita.
Há meros segundos estava rindo contente e relaxado, por qual motivo estaria com esse olhar tenebroso olhando para ela?
A mão grande dele apoiou levemente nas costas dela, as pontas frias dos dedos encostando na covinha das costas. A outra mão escorregou do rosto dela, segurou sua mão e o polegar apertou de leve o Anel de Diamante Rosa no dedo anelar. Como parecia não ter recebido uma resposta dela, a voz dele ficou ainda mais suave.
— Nada mais, certo?
Helena viu a tranquilidade no rosto dele, mas balançou a cabeça um tanto nervosa.
— Percebe que não consegue cumprir com as suas promessas?
Vendo ele agir sem pressa, Helena abaixou a cabeça envergonhada.
Ele estava lhe dando um sermão.
— Se não queria reatar as coisas com o Arthur, por que foi se encontrar com ele? — Ele perguntou num sussurro.
— Ele prometeu não te dedurar no tribunal, mas ele quis um documento de garantia para os próprios interesses. Para garantir os detalhes ele quis se encontrar comigo. — Ela explicou rapidamente.
— A Sra. Rossi estava mesmo pensando em mim.
O tom de voz relaxou e os olhos brilhavam com as luzes acima deles, passando uma aparência bem calma.
— Sim.
Helena ficou mais livre ao concordar que, na verdade, era tudo por ele.
— Boas intenções?
É claro que eram.
Ela não teve tempo para afirmar com a cabeça, as bochechas foram apertadas de súbito.
Ele segurou seu rosto e se aproximou lentamente, diminuindo a distância entre eles, o polegar passou a esfregar levemente os lábios dela, com uma pressão um tanto áspera. Ela viu o olhar escurecer mais uma vez e temeu por si própria.
— E aí, sem querer, arranjou outro problema?
Embora a voz saísse muito serena.
Helena o segurou pela mão e a lágrima escorreu mais uma vez. — É de verdade.
Os dedos levemente frios percorreram os cabelos longos de Helena e o olhar relaxou: — Então que a Sra. Rossi preste bem atenção e não deixe a mídia nem o Arthur serem enganados.
— Senão, o Arthur continuará nos deixando cada vez mais impacientes e fará o possível para me colocar na cadeia.
Pensando no que Rui havia comentado, aquele dia era uma enrascada armada por Morton e Arthur.
Helena sentiu a culpa bater, a tristeza consumiu por inteiro e ela chorava. — Desculpa, eu não pensei que ele seria capaz disso...
Ela mal acreditava que era possível sofrer um golpe pelas mãos de Arthur.
Ela que dependia inteiramente do próprio Arthur e confiava mais do que tudo nele.
Enzo encarou a moça e avaliou as reações dela a fim de saber se ela havia mesmo entendido. Segurou no braço da Helena e disse: — Vamos.
— Onde?
Ela foi puxada para fora da sala e continuou escutando:
— Para reparar os danos.
As luzes eram radiantes na Manhattan em meio à madrugada.
Ao passar pelo estúdio do programa de entrevistas de maior pico de audiência, deparou-se com Arthur e lembrou-se do que ele havia armado para cima dela. Ela fechou o rosto na mesma hora e ignorou ele.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Rainha dos Chips: Ex-marido não tem valor
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