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Rainha dos Chips: Ex-marido não tem valor romance Capítulo 524

— Ela te aceita? — Enzo olhou para trás, para Helena.

A menina virou os olhos na direção de Helena, suas pupilas cheias de lágrimas e esperança, como se realmente reconhecesse sua verdadeira mãe ali.

Naquele instante, o coração de Helena pareceu encolher.

Como podia ser tão perverso!

Ela viu Enzo caminhar com passos largos até a Ferrari branca que estava estacionada logo adiante, enquanto Raul e Lince iam atrás, tentando se explicar.

— Chefe, a ideia foi da senhorita.

— A senhorita quis entrar de fininho na casa do Pai Henrique para pegar o cachorro... Como nós teríamos coragem de contrariá-la?

— Chefe, a gente ainda nem entrou no carro...

Helena fechou as mãos com força, cravando as unhas na palma das mãos e forçou-se a acalmar a agitação que sentia.

Sua mãe não pôde deixar de perguntar: — Helena, vocês não se separaram de forma amigável?

— E aquela criança?

— O que está acontecendo?

Naquele momento, Pietro se aproximou com Léo e [Dengo].

Helena apenas negou com a cabeça e falou para a mãe: — Mãe, vamos comprar um filhote numa loja amanhã, tá?

— Quando o Léo se acostumar com ele, a gente devolve o [Dengo].

Isabela assentiu.

— Obrigada por hoje, Secretário Valente. — Helena abriu os braços para pegar Léo no colo.

— De nada — respondeu Pietro. — Se precisar de ajuda com qualquer coisa, é só dizer.

— Não é nada... — De repente, a expressão de Helena mudou, agachou-se, tocou na testa de Léo, e depois em seu pescoço, para em seguida pegá-lo no colo em pânico. — Ele está com febre!

— Vamos rápido para o hospital! — A mãe também exclamou assustada. — Henrique, venha logo!

Mesmo sóbria, Helena já tinha dificuldade de carregar Léo.

Ainda mais naquela noite em que tinha bebido bastante.

Quando Henrique veio tentar pegar Léo, Pietro se adiantou e o tirou do colo de Helena, caminhando rápido em direção à Limusine Imperial L9: — Eu levo vocês ao hospital.

Helena tentou recusar, mas ele já tinha se afastado, e não tinha outra escolha a não ser levar a mãe e Pai Henrique com ela.

Meia hora depois, chegaram ao hospital.

Léo foi levado para a sala de exame.

Helena andava de um lado para outro de preocupação.

— Não fique tão ansiosa.

— Crianças pequenas, quando entram na creche, são expostas a muitas bactérias, os problemas acontecem.

— Quando essa fase passar, ele ficará bem.

— Quando a minha Pérola entrou na creche, o hospital parecia ser só pra ela. Ela também tinha essas febres altas durante a noite. Era a imunidade dela que estava lutando contra as bactérias.

— Sim, eu acabei esbarrando com ele na festa de aniversário do Bruno.

— E vendo meu nervosismo, ele me acompanhou até aqui.

Nesse momento, Pietro terminou a ligação e voltou no final do corredor em direção a elas.

O porte ereto, a aura de riqueza, e o rosto lindo se mostrando na luz vinda das sombras.

Helena foi até Pietro para lhe dar graças e tentar ser franca com ele, quando sua mão foi puxada por Isabela ao seu lado.

— Mãe? — ela perguntou, intrigada.

— Filha, a mãe lembrou.

— Quando você era mais jovem, eu te mandei para aprender medicina tradicional oriental.

— Um dia você saiu de fininho do hospital chinês, e pulou o muro acompanhada de seus amigos.

— Eu te procurei pela Costa do Mar inteira, mas não consegui te achar.

— Felizmente, eu estava enlouquecendo, até mesmo pensando em pular do rio quando ele te trouxe de volta...

— Depois daquilo, toda vez que eu te deixava lá, eu o via por ali, te observando.

Helena o olhou maravilhada, focando em Pietro enquanto ele andava em sua direção, sua mente trazendo lembranças vagas, parecia que havia um irmão maior naquele momento. Era ele?

Quando Pietro finalmente se pôs de pé na frente de Helena, ele não era mais a sombra de Enzo.

A voz dele estava tão quente e remota, quando a confortou perguntando: — Como está o Léo?

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