— Ela te aceita? — Enzo olhou para trás, para Helena.
A menina virou os olhos na direção de Helena, suas pupilas cheias de lágrimas e esperança, como se realmente reconhecesse sua verdadeira mãe ali.
Naquele instante, o coração de Helena pareceu encolher.
Como podia ser tão perverso!
Ela viu Enzo caminhar com passos largos até a Ferrari branca que estava estacionada logo adiante, enquanto Raul e Lince iam atrás, tentando se explicar.
— Chefe, a ideia foi da senhorita.
— A senhorita quis entrar de fininho na casa do Pai Henrique para pegar o cachorro... Como nós teríamos coragem de contrariá-la?
— Chefe, a gente ainda nem entrou no carro...
Helena fechou as mãos com força, cravando as unhas na palma das mãos e forçou-se a acalmar a agitação que sentia.
Sua mãe não pôde deixar de perguntar: — Helena, vocês não se separaram de forma amigável?
— E aquela criança?
— O que está acontecendo?
Naquele momento, Pietro se aproximou com Léo e [Dengo].
Helena apenas negou com a cabeça e falou para a mãe: — Mãe, vamos comprar um filhote numa loja amanhã, tá?
— Quando o Léo se acostumar com ele, a gente devolve o [Dengo].
Isabela assentiu.
— Obrigada por hoje, Secretário Valente. — Helena abriu os braços para pegar Léo no colo.
— De nada — respondeu Pietro. — Se precisar de ajuda com qualquer coisa, é só dizer.
— Não é nada... — De repente, a expressão de Helena mudou, agachou-se, tocou na testa de Léo, e depois em seu pescoço, para em seguida pegá-lo no colo em pânico. — Ele está com febre!
— Vamos rápido para o hospital! — A mãe também exclamou assustada. — Henrique, venha logo!
Mesmo sóbria, Helena já tinha dificuldade de carregar Léo.
Ainda mais naquela noite em que tinha bebido bastante.
Quando Henrique veio tentar pegar Léo, Pietro se adiantou e o tirou do colo de Helena, caminhando rápido em direção à Limusine Imperial L9: — Eu levo vocês ao hospital.
Helena tentou recusar, mas ele já tinha se afastado, e não tinha outra escolha a não ser levar a mãe e Pai Henrique com ela.
Meia hora depois, chegaram ao hospital.
Léo foi levado para a sala de exame.
Helena andava de um lado para outro de preocupação.
— Não fique tão ansiosa.
— Crianças pequenas, quando entram na creche, são expostas a muitas bactérias, os problemas acontecem.
— Quando essa fase passar, ele ficará bem.
— Quando a minha Pérola entrou na creche, o hospital parecia ser só pra ela. Ela também tinha essas febres altas durante a noite. Era a imunidade dela que estava lutando contra as bactérias.

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