Arthur ficou confuso com a história, mas ainda assim elogiou sua bravura, e Léo ficou extremamente feliz.
Depois de fazer Léo dormir.
Helena acompanhou Arthur até a saída.
— Arthur, não ceda tanto ao Léo.
— Você trabalha tanto, e ficar correndo de um lado para outro por causa dele também me deixa muito pressionada.
Helena decidiu ser dura de uma vez por todas, o que funcionaria melhor do que aconselhar dez mil vezes: — Nós não temos futuro.
— Helena, eu o vi nascer, o vi lutar com a vida dentro da encubadora de maneira valente, o vi crescer aos poucos, já o vejo como o meu próprio filho. — Arthur relembrou o passado com um pingo de tristeza. — Se você não quer casar comigo novamente, eu não vou insistir.
— Mas não seja cruel a ponto de nos separar.
— Ele, igual a você, já se tornou parte da minha vida.
— Volte para dentro, eu tenho que ir.
Vendo Carlos e os secretários esperando não muito longe, Helena assentiu, enquanto via Arthur subir no banco de trás do Rolls-Royce preto.
Seus bonitos olhos negros refletiram um avião cortando a noite, deixando apenas um forte senso de impotência.
Meia hora depois, o avião aterrissou na Costa do Mar.
Sem brilho, corcunda, parecendo uma velha mulher, Laura desceu do avião com a ajuda de Sophia.
Marcos, que tinha ido buscá-las, abraçou sua mulher e filha.
— Esposa, você finalmente cumpriu sua sentença.
— Daqui pra frente, nós quatro viveremos bem em família.
Um olhar impiedoso cruzou os olhos de Laura.
Valentim havia se tornado um vegetal, e ela foi sentenciada a cinco anos por tentativa de assassinato.
Esses cinco anos foram um inferno.
E ela ia cobrar essa conta do Enzo!
— E o Benjamin? Está na Família Ferreira? — A memória de seu neto trouxe um raro sorriso ao rosto de Laura.
Marcos balançou a cabeça: — Desde que a Sophia trouxe o Benjamin de volta, a Família Ferreira nunca veio visitá-lo, muito menos o reconhece.
— Como?
Laura perguntou chocada: — E o Arthur?
— O Diretor Dante tratou eles como bobos, mas não achou que a pessoa entendesse tudo sobre experimentos científicos.
— Escutou umas coisas e foi embora.
— E o rosto da chefia... Tsc, tsc... — o colega sussurrou: — Se não der certo, os dias do Diretor Dante como líder estão contados.
— Se você não ajudá-lo, o orgulho dele acaba... Ele é todo pomposo todo dia, e te menospreza sem fazer um pingo de trabalho de verdade.
Apesar de Dante ser um chato.
Mas...
— Trezentos milhões de reais...
Não só solucionaria a falta de equipamentos e funcionários como melhoraria a situação de vida dos pesquisadores atuais.
E Helena estava animada.
Quando foi convidada para ir à sala de reuniões por Dante, os olhos escuros de Helena cintilavam, de jaleco branco, transbordando uma atitude digna e severa. Ela estava convencida a encantar as pessoas importantes e conseguir aquela doação. Então abriu a porta da sala, encontrando os olhos profundos do homem que estava sendo recebido com grande hospitalidade pela diretoria.
O olhar de Helena se desviou vagarosamente do rosto lindo e gelado de Enzo, avistando Kristin, com os olhos negros cheios de expectativas, abraçada a ele e a encarando ansiosamente.
Kristin correu e abraçou a cintura de Helena, suas mãozinhas macias a abraçaram com força, fazendo seu peito doer de confusão, fazendo seu coração bater mais forte e doer, levantando seu rosto delicado idêntico ao do pesadelo da noite anterior. A garota esfregou-se nela e a chamou docilmente: — Mamãe... Senti muito a sua falta...

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Rainha dos Chips: Ex-marido não tem valor
Vai atualizar?...
Libera os capítulos grátis!...
Não vão atualizar? Liberar mais capítulos gratuitos?...