A mão fria foi envolvida pelo calor.
Ela não estava acostumada: — Sim.
Quando quis puxar a mão, Pietro a soltou primeiro.
Ele a abraçou de leve, segurando seus braços finos, mantendo-a solta em seus braços, em uma postura mais íntima.
O calor do toque dele percorreu toda a pele dela, deixando-a sem jeito.
Olhando para os colegas dele em camisas brancas e de aparência séria ao lado, ela caminhou silenciosamente seguindo seus passos e saindo do prédio do governo.
— Hein? Não é a sua irmã? — Quando Clara percebeu, foi na porta do restaurante, enquanto Pietro descia da Limusine Imperial L9 abraçado a Helena: — Tsk, arranjou um homem poderoso de novo.
— Quem é aquele homem? — Sophia viu que o carro de Pietro não era comum. A postura era ereta e sua aparência excelente, e as pessoas o seguindo pareciam de órgãos do governo, muito sérias.
— Pietro, o secretário da nossa cidade.
— Uma figura incrível, os irmãos mais velhos acima dele são grandes nomes lá n'A Capital. — Clara sabia muito bem; ela já havia sonhado com Pietro. Quem não gostaria de ser a jovem senhora da família Valente: — Ela consegue atrair a atenção de qualquer homem importante sem esforço.
— Ela sabe mesmo como conquistar qualquer homem poderoso.
Secretário?
O rosto de Sophia ficou sério. Então a ligação de denúncia dela ainda era útil?
— Clara, eu tenho coisas a fazer, então não vou comer com você.
— É sobre a transferência de escola de Benjamin?
— Você não precisa se preocupar, eu já resolvi.
— É só você levar a criança direto para lá.
— Eu nunca deixaria meu sobrinho solto por aí, eu já falei sobre isso com o meu pai. — Clara, vendo Sophia sair com pressa, alertou-a: — Não esqueça de ir se apresentar à tarde.
— Certo.
Sophia concordou ao entrar no carro, imediatamente ligou para o Ministério da Ciência e Tecnologia e perguntou sobre a investigação, recebendo a resposta de que estava sob investigação. Eles ainda disseram que as coisas não andavam tão rápido, que mal haviam recebido a denúncia e as informações não eram detalhadas.
Na visão de Sophia, essa atitude foi muito superficial.
Ela hesitou por um momento, ligou para o maior meio de comunicação da Costa do Mar, enviou as fotos que acabou de tirar e seus próprios materiais de denúncia, e depois levou seu filho ao jardim de infância.
A expressão de Kristin tornou-se triste instantaneamente, e ela olhou para ela com olhos ansiosos: — Mamãe, não foi o papai, eu mesma pedi para a moça pintar...
— Mamãe, não foi a Kristin que me bateu, foi ele... — Nisso, Léo puxou Kristin para o seu lado e apontou para um menininho não muito longe; ele parecia ter a mesma idade de Kristin, mas era muito robusto.
— Eu caí, a Kristin me ajudou a levantar agora, e ela bateu nele por mim... — Léo puxou a mão de Kristin, sua mãozinha terna agarrada à outra mãozinha terna: — Kristin até se machucou.
A palma branca da mão de Kristin tinha vários cortes rasgados, exsudando fios de sangue.
Helena olhou para os cortes sujos exsudando sangue e segurou a mão de Kristin, mas o seu coração parecia entupido por um maço de algodão, ela quase não conseguia respirar.
Ela não tinha como olhar nos olhos dela, nem encará-la, apenas disse: — Desculpe, a tia interpretou mal você.
— Mamãe, não tem problema.
Ao ouvir a resposta de Kristin, seu coração tremeu.
Quanto mais ela queria escapar, menos conseguia.
A presença da Kristin só trazia angústia para Helena, quanto mais ela tentava se afastar, mais se envolvia em problemas com a menina.

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