Summer se sentia desconfortável.
A despedida estranha daquela tarde a deixou sem saber como encarar Fraser agora.
Antes de vir, tinha dito a si mesma: Só trate esse homem como um patrocinador. Cumpra as obrigações necessárias conforme o combinado.
Mas agora, o vendo pessoalmente, seu coração batia um pouco mais rápido que o normal.
Seria porque ele é muito atraente? Sem camisa, a pele à mostra exala uma onda crua de feromônios masculinos.
Homens podiam ser tentações visuais, sim.
Mesmo com raiva, Summer teve que admitir a si mesma que aquela aparência marcante e o físico impecável quase a faziam esquecer do temperamento horrível dele.
Ele então colocou o copo d'água no balcão com um peso calculado e seus lábios se curvaram com sarcasmo: “Sei que meu corpo te atrai, mas será que dá pra controlar esse olhar?”
O rosto de Summer esquentou no mesmo momento.
Só então percebeu que estava o encarando.
Quem é que anda por aí sem camisa, feito um exibicionista, enrolado em uma toalha? Claro que as pessoas vão olhar!
Nesse instante, bateram duas vezes na porta.
“Sr. Graham, sua comida chegou.”
Summer se virou- e viu dois cozinheiros de uniformes brancos impecáveis entrando com um carrinho.
Fraser fez um leve aceno de cabeça.
Com movimentos ágeis e ensaiados, os cozinheiros arrumaram os pratos fumegantes na mesa de jantar. Cada prato era uma combinação cuidadosa de cores e aromas. Quando terminaram, fizeram uma reverência silenciosa e saíram, fechando a porta atrás de si.
“Venha comer.”
A voz grave e indiferente de Fraser cortou o silêncio da sala.
Summer olhou para as costelas ao molho barbecue, cogumelos salteados, sopa de cogumelos com pão de alho, frango grelhado, camarões empanados e peixe.
Engoliu em seco e decidiu não lutar contra as exigências do próprio estômago.
Então se sentou, abaixou a cabeça e se concentrou em comer.
Alguns minutos se passaram.
“Summer.”
A voz de Fraser veio preguiçosa, quase provocativa: “Coloque comida na minha boca.”
Ela engasgou, quase engolindo a comida de maneira errada, então piscou, e arregalou olhos inocentemente: “Você tem mãos. Por que eu teria que te alimentar?”
Se reclinando na cadeira, ele respondeu com naturalidade: “Cumpra seus deveres de namorada.”
Rangendo os dentes, ela resmungou: “Quer saber? Melhor eu comer por você também.”
Depois de uma pausa, ela pegou os hashis com má vontade e empurrou um pedaço de cogumelo na direção dele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Reclamada pelo Sr. Bilionário
Não consigo abrir os capítulos...