Fraser abriu a boca obedientemente, o pomo de adão se movendo a cada engolida, mas seu olhar profundo e hipnotizante não se desviava do rosto dela.
Summer não aguentou e lançou um olhar de repreensão: “Não consegue comer direito?”
Os lábios de Fraser se curvaram num sorriso divertido.
“Não tô cooperando direitinho?”
“Por que fica me encarando assim?”
Alimentá-lo fazia o coração de Summer disparar como um tambor acelerado em uma música intensa.
Se ele continuasse olhando daquele jeito, ela sentia que poderia derreter dentro daqueles olhos.
A voz de Fraser soou baixa: “Minha esposa é linda.”
Homens sabiam mesmo como usar palavras doces. Summer jamais admitiria que aquilo fazia seu coração florescer por dentro.
Ela apertou os lábios, tentando esconder o sorriso, e ordenou: “Fecha os olhos ou não te dou mais comida.”
“Heh.” Fraser riu, o peito todo vibrando, e o tom indulgente. “Mandona desse jeito!”
No fim, Summer conseguiu terminar de alimentá-lo.
O celular de Fraser tocou, e ele atendeu enquanto resolvia alguns assuntos no tablet.
Summer, ao lado dele, comia sua própria refeição e ficava de olho nas bolsas de soro. Ambas já estavam quase no fim.
Ela foi até a porta e chamou o médico.
Peter entrou no quarto e, com profissionalismo, retirou a agulha do dorso da mão de Fraser. Talvez por Summer estar presente, ele pôde finalmente agir como um médico de verdade, dando instruções ao paciente.
“Sr. Graham, o senhor precisa fazer o tratamento com soro por uma semana. Cuide da alimentação nesse período... Evite comidas apimentadas, frutos do mar e atividades intensas. Também evite molhar o ferimento, pra não causar uma nova infecção. Deixei os remédios sobre a mesa, três vezes ao dia, após as refeições.”
Summer prestou bastante atenção.
Depois que o médico saiu, ela observou Fraser tomar todos os remédios.
Ele se levantou casualmente da cama, ficando de pé diante dela, imponente, e sussurrou ao pé de seu ouvido:
“Tão cuidadosa assim... por que não continua e me ajuda no banho?”
Na mesma hora, as orelhas de Summer ficaram vermelhas. Sua voz tremeu: “Você... toma banho sozinho.”
Fraser arqueou as sobrancelhas, argumentando: “Não consigo.”
Summer olhou para o ombro dele.
Os lábios de Fraser se curvaram levemente, o tom ligeiramente manhoso:
“O médico disse que, se molhar, pode infeccionar, e aí meu braço pode ficar inutilizado. Mas eu sou homem, tenho que ser independente, não incomodar ninguém... fazer o quê, sou só um pobre coitado que ninguém se importa.”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Reclamada pelo Sr. Bilionário
Não consigo abrir os capítulos...