Nesse momento, alguém bateu na porta da suíte de beleza.
Sasha e Liliah imediatamente se calaram e pegaram seus chás florais, fingindo beber com calma.
Autumn, vestindo um uniforme cinza de esteticista, entrou com uma bandeja de frutas frescas e vinho tinto.
Ela era a esteticista pessoal de Morgan.
Autumn colocou o vinho sobre a mesa e serviu taças para cada uma delas.
“Sra. Morgan, deseja uma limpeza facial ou um tratamento corporal completo?”
Morgan se recostou no sofá e lançou a ela um olhar desinteressado. “Mais tarde vou querer um banho de leite. Agora não preciso de nada. Pode sair. E avise que ninguém entra aqui, a não ser que eu chame.”
Autumn assentiu. “Claro, Sra. Morgan. Qualquer coisa, é só me chamar.”
Enquanto se virava para sair, discretamente pressionou um pequeno gravador quase invisível debaixo da mesa com a palma da mão, antes de deixar o ambiente.
Assim que ela se foi, Sasha e Liliah se viraram de novo para Morgan.
Liliah se inclinou, ansiosa. “Morgan, o que está acontecendo de verdade com essa história? Como isso está sendo resolvido?”
Sasha também observava com atenção.
Desde tudo o que aconteceu na festa da família Harper, os pais das duas as tinham colocado de castigo. E Morgan vinha dando respostas vagas, só mensagens curtas e evasivas.
Os últimos dias tinham sido torturantes. Estavam apavoradas com a possibilidade de a investigação acabar chegando nelas. Se isso acontecesse, estariam acabadas.
Nenhuma das duas havia feito nada diretamente. Morgan era a cabeça por trás de tudo.
Ela lançou um olhar presunçoso para elas, tragou o cigarro e soltou a fumaça devagar, o rosto envolto em uma expressão sedutora sob a névoa.
Depois de um instante, finalmente disse: “Minha funcionária assumiu a culpa. Ela confessou tudo.”
Liliah arregalou os olhos. “O quê?”
Sasha murmurou: “Um bode expiatório… Entendi.”
Mas então o rosto de Liliah mudou. “Mas mesmo que ela tenha confessado… e se alguém assustasse ela e ela acabasse contando que foi você, Morgan?”
Ela sorriu com desprezo. “Por isso ela está morta.”
Os olhos de Liliah se arregalaram em horror. Ela sempre fora do tipo nervosa. Já tinha seguido Morgan em várias intrigas antes, mas aquilo? Aquilo era assassinato.
Ela gaguejou: “V-você não… você não matou ela de verdade, matou?”
Morgan se lembrou da noite em questão.
Tinha implorado à funcionária, que hesitou no início, mas acabou concordando em assumir a culpa.
Mas Morgan não confiava totalmente nela.
Só os mortos guardam silêncio.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Reclamada pelo Sr. Bilionário
Não consigo abrir os capítulos...