Summer lançou um olhar para ele, mas se conteve. Sabia que não era hora de bater de frente com esse homem.
“Tá bom”, concordou.
Então, algo lhe veio à mente. Ela ergueu os olhos, estendendo a mão branca e delicada. “Sr. Fraser, sua esposa vai às compras hoje à noite. Não acha que devia mostrar seu apoio?”
Fraser sorriu de canto, puxou um cartão preto elegante da carteira e o colocou em suas mãos. “Pode gastar o quanto quiser.”
Os olhos de Summer brilharam.
Aquele cartão era um dos menos de cem emitidos no mundo inteiro. E, em toda Havenbrook, talvez apenas três pessoas possuíssem um.
Não tinha limite de crédito.
Summer ficou na ponta dos pés, passou os braços ao redor do pescoço dele e deu um beijo rápido em sua bochecha. “Obrigada, marido.”
Antes que ele pudesse reagir, ela já havia saído toda contente do quarto.
Fraser ficou parado por um segundo, surpreso. Levou a mão até o lugar onde ela o beijou, com um leve sorriso surgindo nos lábios enquanto a voz dela ecoava na mente: Obrigada, marido.
Por que aquilo parecia ter soado tão perfeito?
Talvez eu devesse dar outro cartão preto.
Outro beijo. Outro “marido”.
Observando Summer desaparecer pelo corredor, Fraser saiu para a varanda. Com uma mão no bolso, encarou o jardim antes de puxar o celular.
“O anel já está pronto?”
Do outro lado da linha, a voz preguiçosa de Xavier respondeu: “Tá duvidando de mim? A Ardenia já extraiu o diamante bruto. É um azul vívido raríssimo, muito mais valioso que qualquer safira comum. A gente está lapidando no formato de coração mais absurdo que você já viu.”
Xavier deu risada. “Grande o bastante para pesar na mão dela. O resto da pedra vai virar um conjunto: colar, brincos, o pacote completo. Deve chegar em Havenbrook por via aérea ainda esta semana.”
“Ah, e aquele vestido de noiva que você desenhou? O ateliê top de Paris está finalizando agora.”
Ele não resistiu à provocação. “Caramba, Chefão, você até desenhou o vestido dela? Tá indo com tudo mesmo. Se a Summer disser não, acho que sou eu quem vai te pedir em casamento.”
Fraser: “Cala a boca.”
Xavier riu. “Estou impressionado, só isso. A Yvette está me fritando faz dias, quer saber quando você vai pedir a Summer em casamento. Mas juro, não falei nada.”
Só de ouvir aquele nome, a expressão de Fraser azedou.
Ele sabia que Summer iria ao baile beneficente à noite com ela.
Abandonar o marido para sair com uma mulher sem freio? Sério?
A voz dele baixou, fria e seca: “Se você contar qualquer coisa pra ela, eu conto pros seus pais que você está apaixonado e deixo eles arranjarem seu casamento amanhã mesmo.”
Cruel.
Pudding se animou. Vou brincar com a Summer? Ele largou a babá e disparou escada acima, rumo ao terceiro andar.
O evento era organizado pela Associação Beneficente de Havenbrook, com toda a arrecadação voltada ao apoio de pessoas com deficiência.
Pra atrair doadores de peso, a noite contava com cobertura da imprensa.
As famílias mais ricas da cidade haviam enviado seus representantes mais elegantes, todos ansiosos para fazer doações e fortalecer a reputação de suas empresas.
Summer e Yvette entraram no salão principal.
A imprensa avançou como um enxame, farejando sangue como tubarões.
Desde que o Grupo Graham anunciou o noivado publicamente, Summer se tornou o centro dos boatos de Havenbrook.
Os flashes dispararam sem parar. O clique das câmeras preenchia o ar.
Microfones foram enfiados em sua direção.
“Sra. Summer! Como sua vida mudou desde o anúncio do noivado com o Grupo Graham?”
“Como você e o Sr. Graham se conheceram? Foi um casamento relâmpago?”
“Qual é o segredo para conquistar o solteiro mais cobiçado de Havenbrook? Tem dicas pra gente?”
“As ações do Grupo Graham caíram recentemente. Isso tem relação com o noivado? Você sabia disso?”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Reclamada pelo Sr. Bilionário
Não consigo abrir os capítulos...