Era a grande chance de Morgan brilhar naquela noite.
Vestida com um vestido amarelo claro, corte sereia, que realçava suas curvas e brilhava sob as luzes, ela parecia a herdeira deslumbrante. O cabelo longo estava ondulado e lustroso, a maquiagem impecável, o sorriso confiante.
Emelia apertou sua mão. “Vai lá, querida. Mostre do que você é feita.”
“Relaxa, mãe”, disse Morgan com confiança. “Já me apresentei em palcos pela Europa. Essa plateia? Moleza.”
Ela se levantou, acenou para as câmeras com uma graça ensaiada e começou a caminhar em direção ao palco.
Infelizmente para ela, o palco ficava além da primeira fila.
E na primeira fila? Summer e Yvette.
Morgan andava elegantemente nos saltos, mãos cerradas ao lado do corpo, lutando contra a vontade enorme de dar um tapa em Summer ali mesmo. O corpo inteiro ainda tremia de raiva pela humilhação milionária.
Mas, justo quando ela passou por eles...
Yvette, casual como sempre, estendeu uma perna no corredor.
Morgan não viu a armadilha.
Ela tropeçou.
“Ahh!”
Ela caiu para a frente, com seus braços se agitando, sua imagem perfeita desmoronou ali, diante de todos, em tempo real.
Instintivamente, tentou se apoiar bem na direção de Summer.
Summer calmamente moveu a cadeira uma polegada para o lado, desviando do braço descontrolado. Morgan caiu de joelhos com um estrondo.
Yvette explodiu em risadas. “Nossa, Morgan. Que reverência generosa. Nem precisava ser tão formal.”
O rosto da jovem ficou vermelho como brasa. Ela se levantou às pressas, com os olhos faiscando. “Sua desgr*çada! Você me fez cair de propósito!”
Yvette piscou, fingindo inocência. “Fiz você cair? Desculpa, não vi nada.”
“Mentira! Eu sei que foi você!”
As pessoas já começavam a olhar para elas. Alguns convidados cochichavam. Outros riam atrás das mãos. Alguns pegavam o celular.
Emelia correu e segurou o braço da filha. “Querida, não deixe elas vencerem. Só estão com inveja. Não querem que você brilhe hoje à noite.”
Morgan cerrou os dentes, ainda furiosa. Mas com tantos olhos sobre ela, engoliu a raiva e subiu para o palco.
Quando ela se afastou, Emelia se virou para Summer e Yvette, a voz baixa e venenosa. “Senhora Graham, esperava mais de você.”
O salão inteiro congelou.
Então, outra voz. Fria. Afiada. “Sim, fui eu. Se ela não tivesse morrido, alguém teria ligado o fato a mim.”
Uma terceira voz entrou. “Caramba, Morgan, você é brutal.”
A última voz voltou, desta vez mais alta. “Brutal? Por favor. Se aquela vad*a da Summer não tivesse entrado no congelador, ninguém jamais teria descoberto que fui eu quem armou tudo!”
As cordas do violoncelo silenciaram.
Morgan ficou paralisada, arco no ar. A expressão dela desmoronou.
Os convidados olharam uns para os outros, atônitos. Sussurros explodiram pelo salão.
Será que era verdade? Uma confissão?
O rosto de Morgan ficou branco como papel.
Emelia se levantou cambaleando, com pânico estampado nos olhos.
E na primeira fila, Summer permaneceu perfeitamente imóvel.
Sorrindo.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Reclamada pelo Sr. Bilionário
Não consigo abrir os capítulos...