Onisciente
A mãe de Max gostava de Liliane Williams para seu filho, era uma mulher com dinheiro e classe, quase da mesma situação econômica que eles. Era perfeita para lhe dar netos, mas o teimoso do seu filho tornava tudo muito difícil e era estressante para ela.
— Melhor eu ir embora — disse a doce voz de Liliane se levantando da mesa.
A Liliane custava manter a compostura e sua cara aflita quando só queria gritar como uma louca e reclamar sobre como o presidente Hawks é sempre grosseiro com ela e como Maximiliano é seco e impessoal, mas ela queria fazer parte desta família. Precisava disso e não pensava em desistir tão facilmente.
— Te acompanho até a porta — responde Brigitte, se levantando da mesa e seguindo a garota que parecia tremula e um tanto pálida— deveria segui-lo e ver aonde vai de verdade — aconselha a futura sogra olhando em seus olhos.
— O que a senhora está dizendo? — pergunta fingindo estar espantada— não acho que seja correto, senhora Brigitte.
A verdade era que Liliane já planejava segui-lo e ver com quem seu futuro marido está se encontrando. Ela sabe que deve ter uma amante e quer confirmar se é a assistente intrometida ou não.
— Me escute, depois você me agradece — disse Brigitte, muito segura e deu meia volta para retornar à sala de jantar com seu sogro e seu muito ausente marido.
Michelle já tinha se retirado para seu quarto para descansar depois da ressaca que teve durante dois dias e depois o passeio com sua mãe que foi um pesadelo e a suposta festa de noivado, não tem ânimo para aguentar as broncas do avô ou os dramas de Max.
A distância que Liliane leva de Max é considerável, mas o motorista consegue alcançá-lo pulando vários semáforos, Max dirigia como se estivesse sendo perseguido tentando chegar rapidamente ao lugar que tinham indicado.
Johnny era um velho amigo da universidade, ele já tinha passado a fase das festas e bebedeiras, mas Johnny não e gostava deste tipo de clube sempre que podia.
Assim que Max chegou e estacionou seu carro desceu rapidamente para entrar no lugar.
— Nome — pergunta o segurança da festa proibindo sua entrada.
"Só o que faltava" apertou a ponte do nariz tentando se controlar.
Teve vontade de golpeá-lo, embora estivesse furando a fila ninguém reclamou disso porque o reconheciam, podia fazer com que expulsassem o segurança da porta, mas queria chegar até Julieta e tirá-la daquele maldito lugar rápido e preferencialmente sem fazer cenas que alertem a imprensa.
— Maximiliano Hawks — disse Max com dentes cerrados.
— Senhor Hawks — disse o homem abrindo os olhos em toda sua extensão reconhecendo de onde aquele rosto lhe era familiar— pode entrar, bem-vindo ao "The Sin Lounge" — me faz uma pequena reverência, mas eu já estava passando na frente dele sem olhá-lo.
"Não merece meu tempo" pensa Max.
Assim que entra, examina a multidão crescente sem poder encontrar Julieta Persson em lugar nenhum, decide ir ao bar para pedir uma bebida e assim que a tem na mão começo a procurar de novo na multidão.
— Que bom que chegou — disse Johnny, se aproximando de seu velho amigo, Max Hawks. Lhe deu vários tapinhas no ombro e quando o olha com uma sobrancelha levantada se afastou um passo sentindo sua aura perigosa.
— Ela... Já foi embora? — pergunta de forma casual sem parar de procurar e bebe um gole de sua bebida para continuar procurando-a com o olhar e parecer casual ao mesmo tempo.
— Quem? Sua assistente perfeita? — pergunta com sarcasmo tentando tirar informação de seu amigo— eu queria ter uma assistente dessas, não sei como você resistiu a ela todos estes anos.


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