— Já estou perdendo a cabeça — murmura para si mesma a morena— Doses de vodka! — pede ao bartender que fazia coisas fantásticas com seus copos.
O rapaz assentiu e depois de servir alguns drinks de maneira artística lhe serviu uma fileira de 8 copos de vodka pura piscando um olho flertando com ela. Julieta bebeu um de uma vez e franziu o rosto, fazia muito que não bebia porque Max não gostava do cheiro e ela tentava agradá-lo em tudo... e falando no diabo.
O viu do outro lado do bar com um copo com líquido âmbar em suas mãos, levantou a mão num falso brinde e eu revirei os olhos e bebi mais uma dose. Pensou que talvez ele iria embora.
— Linda, me deixou sozinho na pista — disse Tomás colocando uma mão em minhas costas alertando sua presença.
Julieta se vira e lhe sorri radiante tentando ocultar o mal-estar de ver Max do outro lado do bar sem tirar os olhos dela, em menos de uns segundos já estava rodeado de todo tipo de mulheres pedindo sua atenção aos gritos.
— Vamos continuar dançando depois de tomar essas doses — dá uma a Tomás e pega uma terceira para ela.
Tomás não percebeu a confusão que Julieta carregava em sua cabeça nem também quantas doses a menina já tinha tomado e não sabia que alguém queria estrangulá-lo até ver sua vida escapar sob sua própria mão.
"É o mesmo cara com quem a vi hoje na entrada do prédio dela" pensa Max lembrando do moreno com quem a viu esta mesma manhã.
"Já me substituiu?" se pergunta.
"Depois de três anos sendo minha amante não entendo como ela decide de uma hora pra outra terminar nosso acordo desse jeito" Maximiliano não conseguia entender o que tinha acontecido, Julieta sempre jurou ser dele.
— Ei, gato — se aproxima uma garota com os seios operados e um vestido ainda mais curto que o de Julieta se isso era possível— Precisa de companhia?
— Não — respondeu com o que se pode qualificar como rosnado, como um bloco de gelo sem tirar os olhos de Julieta.
A garota fez um bico e olhou na direção em que Maximiliano lançava adagas e vê a linda garota de cabelo escuro com um moreno muito bonito o que só a fez se irritar e se retirar.
— Acho que a última dose subiu pra sua cabeça — diz Tomás ao ouvido de Julieta para que pudesse escutá-lo.
Se alguém de longe os via pareciam um par de amantes compartilhando confidências, e é por isso que Max apertava seu copo curto num aperto mortal, um ar frio cobriu quem o rodeava e se afastaram rapidamente dele.
Tomás via sua amiga muito bêbada e sabia que não podiam passar mais tempo no clube antes que começasse a vomitar como uma fonte.
— Estou bem — desce do banquinho e se enrola com seus próprios pés e quase cai de cara no chão.
Tomás a ajuda com uma risadinha decidindo que a festa acabou.
— Não, não está. Vamos — a pegou pela cintura e a tirou do clube sem olhar para trás preocupado com seu bem-estar— acho que seria boa ideia te levar a um hospital, não quero que tenha um coma alcoólico.
E vão saindo do clube sob o olhar atento quase feito dardos de Maximiliano Hawks.
— Estou bem. Que continue a festa! — grita quando Tomás a solta na calçada.
Muitos gritam animados porque para eles a festa mal começava.
— Você está perfeita, querida, mas me deixa te levar... para outro clube — mente Tomás.
— Sim, outro clube. Essa ideia eu adoro — aprova ela imediatamente, ao lembrar de Max rodeado de mulheres e sem tirar os olhos dela.
A mente de Julieta já rodava e não se sentia tão bem como há uns minutos atrás.


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