Julieta se sentia tão mal que acabou vomitando duas vezes mais no caminho para casa. Tomás, muito gentilmente, parava à beira da estrada enquanto ela expulsava até o último que havia em seu estômago.
— Juro que não vou beber mais — dizia entre ânsias.
— Isso todos os bêbados dizem, e depois, na próxima sexta-feira, estão de novo na farra — zombou seu melhor amigo.
— Supostamente você é meu amigo, mais parece meu inimigo — gemeu ela de dor estomacal de tanto vomitar— Acho que não gosto mais de você.
— Mentirosa — riu Tomás enquanto a ajudava a se levantar e soltava seu cabelo— Ninguém vai cuidar de você depois de uma bebedeira como eu.
— Nisso você tem toda razão, me retrato — disse, caminhando com a ajuda de Tomás em direção ao carro, com um pouco mais de cor nas bochechas.
Tomás a ajudou a voltar ao carro e seguiu seu trajeto para sua casa. Não queria levá-la até a casa dela porque não sabia se ia encontrar com o imbecil do Maximiliano Hawks. Nunca gostou desse cara; ele não era bom o suficiente para sua menina. Julieta era uma mulher sonhadora, acreditava no amor, apesar de tudo, acreditava na justiça da vida, mas Tomás Huntington sabia a verdade por trás do que há no mundo: o feio, o horrível, o de terror, e sabia que o amor não existe, só nos contos de fadas, nesses que têm "felizes para sempre" na última página.
— Esta não é minha casa — fala Julieta quando observou a opulenta sala, detalhava bem o lugar tentando lembrar onde supostamente estava, o olhou com ceticismo.
Tinham chegado apenas uns minutos antes, subindo pelo elevador, e ela tinha acabado de perceber apenas agora que não estavam nem perto de seu apartamento, ao entrar no apartamento, que essa não era sua casa.
— Não, não é sua casa. É a minha. Mas é como se fosse sua, então use como quiser — Tomás fez um gesto super engraçado com as mãos, e Julieta levou na brincadeira e caiu na risada.
— Estou com fome — disse, olhando para todos os lados, procurando a cozinha.
— Agora temos que te dar um banho, muita água e um comprimido. E se ainda estiver acordada, faço um sanduíche de queijo na chapa.
— Isso me agrada muito. Está bem: banho, comprimido, água — falava como um índio e começou a marchar como um militar.
Tomás a gravou do seu telefone porque sabia que no dia seguinte ia se divertir muito com isso.
— Ah, querida, amanhã vou me divertir muito — exclamou seu amigo, divertido.
Efetivamente, como Tomás tinha pensado, Maximiliano, assim que deixou Liliane em sua casa, se dirigiu rapidamente à casa de Julieta. Precisava saber que ela estava bem, sã e salva, mas ninguém lhe abriu a porta, o que só o fez ficar ainda mais irritado do que já estava.
— Onde você está? — pergunta Max para a caixa postal ao ver que ela não atende nem à porta nem ao telefone.
Julieta estava quase em coma durante todo o dia enquanto Tomás a vigiava para que sua melhor amiga não se afogasse em seu próprio vômito, às três da tarde uma Julieta com olheiras se levantou.
Se olhou e notou que possivelmente Tomás tinha trocado sua roupa, o que não lembrava era de quem era essa roupa e onde estava. Bem sabia que Tomás se mudava demais, em suas palavras se entediava de ficar num só lugar.
— Que bom que está acordada e no mundo dos vivos — disse seu amigo entrando com uma pequena bandeja nas mãos— trouxe suco de laranja, comprimidos para a possível dor de cabeça e algumas bolachas, querida.

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