Giselle, com seu sigilo característico, saiu para o corredor. Ouviu passos firmes se aproximando, e com a mesma agilidade e destreza de sempre, grudou na parede, preparando-se para interceptar o último homem.
—Tem notícias? —pergunta Marcelo em seu ouvido, todos ficaram esperando e ouvir o silêncio do outro lado só os deixava mais nervosos. Exceto Marcelo e sua equipe, que estavam esperando o sinal para entrar quando Giselle neutralizou a maioria dos homens inimigos do russo.
Desta vez, devia ser ainda mais cuidadosa. Um dos homens de Dimitri, Sergei, ainda se encontrava no quarto junto com Julieta, e qualquer ruído inesperado poderia alertá-lo. O homem já havia mandado dois de seus homens para patrulhar e ela os neutralizou com facilidade, mas não podia se descuidar.
O último guarda de Julieta saiu do quarto falando em russo pelo rádio, aparentemente despreocupado. Giselle, aproveitando seu descuido, deslizou atrás dele e o neutralizou com a precisão de um predador experiente. Tampou sua boca e afundou sua faca no lado do homem, movendo-se rapidamente para que não pudesse fazer o menor som. Ele caiu pesadamente, e Giselle suspirou.
—Acho que cheguei a zero —sussurrou com um leve sorriso de triunfo— em dois confirmo o início da festa, chefe.
Depois se adentra cuidadosamente no quarto e estava... vazio... um suave soluço chama sua atenção para uma porta fechada e quando a abre só se via uma silhueta curvada no chão.
—Giselle? —pergunta Marcelo com um nó na garganta.
—Todos neutralizados, o caminho está livre. Estou com o objetivo, em alguns segundos saímos. Te aviso quando tiver o "passarinho com prêmio" fora da toca do lobo —ajusta o fone de ouvido, enquanto informava Marcelo.
Marcelo assentiu para si mesmo e se preparou, mentalizando cada movimento. Agora que Giselle tinha o caminho sob controle, o resgate de Julieta parecia cada vez mais possível.
—Senhores... é hora da festa, vão dois à porta traseira e esperem a femme fatale com o prêmio gordo —ordena— os demais... acendam os fogos de artifício.
Dimitri estava sentado em sua poltrona favorita, com uma taça de vodka numa mão e a outra tamborilando com impaciência sobre o apoio de braço. Olhava seu relógio pela enésima vez, os minutos passavam e o silêncio persistia. A explosão não chegava, e sua paciência começava a se esgotar.
—Cedric, vá ver que diabos está acontecendo lá fora —Dimitri disse com voz áspera.
Cedric assente rapidamente e se dirige à porta, mas Dimitri não pode esperar mais. Se levanta, com o rosto crispado pela raiva e ansiedade.
—Sim, senhor —respondeu se perdendo pela porta de entrada da mansão elegante.
—Se esses inúteis não conseguiram com algo tão simples... —Dimitri murmurando para si mesmo.
Justo quando Dimitri começa a caminhar em direção às escadas, disposto a subir ao quarto onde estava Julieta, um estrondo rompe a calma. As balas começam a chover, e os vidros das janelas explodem em mil pedaços.
—Maldição! Estão nos atacando! —grita histérico e também... aterrorizado.

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