Julieta respirava de maneira irregular, seu coração batia selvagemente em seu peito, ambos estavam tão perto que podiam sentir o hálito um do outro e isso só a deixava nervosa, seu corpo sempre reagindo a ele. O que só a fazia ficar duas vezes mais irritada.
— Sei tudo sobre você, Julieta — responde Max sem rodeios e com muita segurança— mas esse não é o ponto. Faltam três meses em ambos os contratos — Max a encurrala com seu corpo e aproxima seus lábios dos dela.
"Como sinto falta desses lábios" pensa Max, sem poder parar de olhá-los.
— Não me obrigue a fazer isso — fala Julieta entre dentes e tristeza nos olhos— não me obrigue a te odiar.
Por muito que ame Max, ela teme que possa chegar a odiá-lo e não é o que ela quer. Ela jamais odiou ninguém e que triste seria começar com o amor de sua vida.
"Talvez nunca foi o amor de sua vida" me diz minha consciência.
Neste ponto Julieta acredita que tudo é possível, só idealizou um amor de crianças. Idealizou o amor de uma menina tola.
— Quer me odiar? Em frente, mas não vai sair do meu lado — sentencia Maximiliano Hawks sem remorso— estará ao meu lado até que... já não esteja.
— Não quero te ver com ela — disse Julieta com a voz pequena, perdendo todo traço de briga— ela é...
Julieta não podia vê-los juntos como um casal, justo como ela queria fazer.
— Ela não virá ao escritório, me dê três meses e te asseguro que posso te convencer a assinar um novo contrato, se não quiser te deixo ir — assegura Max, acariciando sua bochecha com seus nós dos dedos. Ele nunca tinha feito isso antes e Julieta guardou o momento.
Julieta se inclina ante seu toque o que só alivia o desassossego que Maximiliano estava começando a sentir em seu coração.
— Me promete? — pergunta ela esperançosa, ao menos fingir estes meses que a noiva de Maximiliano não existe— não quero vê-la aqui, Max — diz a modo de ultimato.
"Me chamou de Max de novo" era a única coisa que repetia sua mente.
— Não virá, prometo — responde Max com suavidade, sem parar de tocá-la.
Eles nunca tinham tido um momento como este e Max estava surpreso. A surpresa de não se sentir enojado ou entediado por ter que acalmá-la.
Se aproxima mais dela ansioso para beijá-la, tinham se passado muitos dias para seu gosto desde o último beijo.
Julieta lhe daria esses meses e depois iria embora sem dizer mais nada, sabe que se disser que vai ele só ficará mais teimoso e pode fazer uma loucura como algemá-la à cama. Era melhor deixar que confiasse e ir embora quando menos esperasse.
— Só te darei estes três meses — responde Julieta dando um passo atrás justo quando Max queria se inclinar mais para beijá-la— mas não nos veremos mais... intimamente — suas bochechas ficaram vermelhas— isto será exclusivamente de trabalho.
Apesar de que Maximiliano a tinha visto inúmeras vezes em momentos íntimos em milhares de posições nestes três anos, ela continuava corando por ele.
— Bem... — responde Max levemente deixando que se afaste.
Julieta fica surpresa, mas não pensa em discutir isso. Só podia estar aliviada que o escritório fosse à prova de som. Depois de todos esses gritos morreria de vergonha se alguém os escutasse. Seguiu com seu trabalho o mais normal que pôde, mas não podia tirar da mente suas discussões. Jamais tinha brigado antes com Maximiliano, o que ele dizia ela seguia ao pé da letra... até que chegou sua noiva.
Perto do meio-dia o escritório se alvoroçou rapidamente, Julieta levanta a vista para ver o que acontecia com as mulheres do lugar.
— Ali vem — disse uma num sussurro alto.


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