Gina sentia que aquela provavelmente era a refeição mais embaraçosa que já havia feito em sua vida. Ela não se atrevia a erguer a cabeça e continuava enfiando comida na boca.
Terminou de comer o mais rápido possível e quando olhou para ele, viu que o bife próximo à sua mão estava quase intocado. O que ela devia fazer? Esperar ele terminar de comer ou continuar a falar?
Gina não sabia mesmo o que fazer. Ela não sabia como lidar com aquele homem. Ele nunca tinha sido tão duro.
"Sr. Lu, gostaria de comer enquanto continuo a falar?" Gina sentiu que essa forma era bastante razoável. Tirou o resultado do exame e começou a analisá-lo. "Eu acabei de mencionar o seu problema de doença estomacal crônica. O gastroscópio mostrou que sua mucosa gástrica é insuficiente e há algumas anormalidades em seus exames de sangue regulares, mas não é um grande problema. Há um problema sério ..."
"Seis anos." De repente, ele interrompeu Gina com essas duas palavras. O coração de Gina se apertou e ela o encarou consternada. Via a calma em seus olhos lentamente se transformar em uma onda de ódio. Por que ele disse isso agora?
"Que tipo de mudança pode acontecer a uma pessoa em seis anos?" Eason perguntou.
Gina estava completamente atordoada como se ele torturasse sua consciência e questionasse sua alma.
Depois de perguntar, Eason sorriu friamente, com uma pitada de zombaria e desdém. "Aquela covarde que tinha medo de escuro, de fantasma e de sangue pode se tornar uma cirurgiã. Não é engraçado? É porque você mudou demais ou porque nunca a conheci de verdade?"
Os olhos de Gina estavam úmidos quando foi questionada sobre aquilo. Apertou as mãos com força. Sim, quando os dois estavam juntos, ela era uma covarde.
Ela não mudou porque era forte, mas porque não teve escolha depois de deixá-lo.
Mordeu os lábios com força, até quase sangrar. Então, o telefone dele tocou novamente. Ele o pegou. A pessoa do outro lado da linha estava bem ansiosa, pois sua voz estava um pouco alta. "Chefe, aquele patife do Shawn interceptou secretamente nossos bens."
O coração de Gina também saltou ao ouvir isso. Por alguma razão, ela estava muito confusa. O que havia de errado com seus negócios?
Ela olhou furtivamente para o rosto dele, que fechou a cara. Era como se ao redor dele se formasse uma camada de gelo e seus olhos estivessem cheios de instinto assassino.
Para ser sincera, ela estava com medo, porque nunca o tinha visto assim antes.
"Encontre-o. Eu já volto."
Eason desligou o telefone e Gina de imediato se levantou junto com ele. Isso era problema dele, e não cabia a ela fazer mais perguntas.
"Eu tenho coisas a fazer, então vamos encerrar por aqui", disse Eason.
"OK." Vendo que ele estava prestes a ir embora, Gina disparou: "O número que usei para ligar para você esta manhã é o meu número de telefone atual. Por favor, entre em contato comigo se tiver tempo."
Eason pareceu hesitar por um segundo, e então deu uma resposta vaga. Pagou a conta e saiu com pressa. Gina teve que guardar os resultados dos exames outra vez. Seu telefone tocou assim que ela fez isso.
"Olá, doutora Hsiao, onde você está? Há outra emergência. Uma pessoa que pulou do prédio. Está gravemente ferida."
"Ok, estarei aí em dez minutos." Gina saiu correndo da cafeteria. Eason acabara de entrar no carro. Gina olhou em volta e descobriu que não era fácil encontrar um táxi ao meio-dia, então ela correu para o carro dele.
"Sr. Lu, eu tenho um paciente de emergência. Preciso voltar imediatamente. Pode me dar uma carona?"
Quando Gina terminou de falar, sentiu que tinha sido muito abrupta. Aquele homem também tinha algo urgente a tratar. Antes que Eason respondesse, ela se virou. "Esqueça, é melhor eu pegar um táxi."
Gina estava prestes a fugir, mas sua voz fria já soava em seu ouvido. "Entra no carro!"
Ele concordou?
Gina se preparou o mais rápido que pôde e foi para a sala de cirurgia. Passou seis horas em operação. Embora o homem fosse passar o resto da vida em uma cadeira de rodas, estava a salvo.
Gina saiu da sala de cirurgia e sentou-se fraca no chão. Ela estava tão cansada.
Pegou o celular e ligou para Yvette. "Não posso voltar hoje à noite, então preciso incomodá-la por mais uma noite."
Yvette desligou o telefone e deu de ombros para Bianca. "Sua mamãe não vai voltar esta noite. Ah, se eu soubesse disso, não teria deixado sua mãe se inscrever tão cedo para esta vaga."
Bianca também se sentia desamparada. "Eu também acho que essas férias de verão estão muito chatas."
"Eu também." Em seguida, Yvette acrescentou: "Por que você não vai comigo procurar um emprego amanhã?"
"Ótimo, também vou procurar um emprego", disse Bianca de forma inocente, "para economizar dinheiro e comprar uma casa grande com a mamãe."
Ao ouvir aquilo, Yvette não pôde deixar de rir. "Garotinha. Você é tão pequenininha. O que você pode fazer?"
"Não me subestime. Eu posso fazer muitas coisas." Bianca disse: "Posso ser modelo de revista ou cantora".
Hahaha...
Yvette se divertia muito com o que Bianca falava. Bianca disse séria: "Não ria, madrinha, estou falando sério. Vou conseguir encontrar um emprego amanhã para poder dividir o fardo com mamãe".
"Ah, que fofa." Yvette olhou para ela com olhos invejosos. "Tenho muita inveja por ela ter uma filha como você. Então vamos sair para encontrar um emprego juntas amanhã e não vamos levar sua mãe conosco."

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